Presidente da União das Misericórdias "satisfeito e orgulhoso" com escolha de D. Manuel Clemente

11.12.2009 - 15:41 Por Lusa
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, manifestou-se hoje “muito satisfeito” e “orgulhoso”, enquanto católico, com a atribuição do Prémio Pessoa ao Bispo do Porto, D. Manuel Clemente.
“Como presidente da União das Misericórdia Portuguesas e como católico, revejo-me na postura de D. Manuel Clemente como uma figura impar da igreja portuguesa e, por isso, sentimo-nos muito orgulhosos que o prémio lhe tenha sido atribuído”, afirmou Manuel Lemos, em declarações à Lusa.
O presidente da União da Misericórdias considerou ainda que D. Manuel Clemente é “um intelectual ilustríssimo”.
“Ficamos todos muito honrados e muito satisfeitos que esse prémio lhe tenha sido atribuído, num momento em que a situação social no nosso país é particularmente grave”, acrescentou.
D. Manuel Clemente, 61 anos, venceu hoje o Prémio Pessoa 2009. “Em tempos difíceis como os que vivemos actualmemte, D. Manuel Clemente é uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo”, escreve o júri na justificação da atribuição do prémio ao bispo do Porto.
Promovido pelo jornal Expresso, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, o prémio, no valor de 60 mil euros, pretende “reconhecer a actividade de pessoas portuguesas com papel significativo na vida cultural e científica do país”.
Esta é a primeira vez que este prémio, que tem 22 anos, é atribuído a uma pessoa da Igreja.
Entre os distinguidos dos anos anteriores encontram-se o historiador José Mattoso - vencedor da primeira edição (1987) -, a pianista Maria João Pires (1989), o escritor José Cardoso Pires (1997), o arquitecto Souto Moura (1998), o investigador Sobrinho Simões (2002)e o constitucionalista Gomes Canotilho (2003). No ano passado, o prémio foi entregue ao arquitecto Carrilho da Graça.
O júri é presidido por Francisco Pinto Balsemão, líder do Conselho de Admistração da empresa prorietária do Expresso, e tem como vice-presidente o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira.

