• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • A cidade que morre quando o sol se põe
  • João queria morrer sozinho, mas acabou por matar a filha
  • Haiti: Um terramoto de 500 anos - Paulo Moura, em Port au Prince

No valor de 50 mil euros

Prémio Gulbenkian Arte 2009 atribuído à bailarina e coreógrafa Vera Mantero

06.07.2009 - 14:26 Por Kathleen Gomes

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A bailarina e coreógrafa Vera Mantero, de 43 anos, foi ontem distinguida com o Prémio Gulbenkian Arte 2009, no valor de 50 mil euros, atribuído no ano passado ao cineasta Pedro Costa. Num comunicado, a Fundação Gulbenkian descrevia ontem Mantero como “uma das artistas mais criativas e singulares da cena nacional, com uma sólida carreira construída ao longo de mais de duas décadas”.
Vera Mantero Vera Mantero (Daniel Rocha)

Admitindo que o anúncio “foi uma grande surpresa”, a artista disse ao PÚBLICO estar “muito contente” por um prémio que não é de dança, mas de todas as artes, “poder contemplar uma pessoa que trabalha na dança contemporânea”. “Mostra que há uma consideração por essa forma de arte”, diz, considerando que “o panorama em termos nacionais é muito frágil”.

“Grande parte da dança contemporânea funciona fora de Portugal”, nota a coreógrafa, que na véspera chegara de Montpellier, na França, e antes passara pela Alemanha, onde apresentou a sua última peça, Vamos sentir falta de tudo aquilo que não precisamos (vai ser preciso esperar por Junho do próximo ano para vê-la em Portugal, no Festival Alkantara, em Lisboa). “Vivo em Portugal e sou subsidiada em Portugal, mas 70 ou 80 por cento do meu trabalho é visto no estrangeiro e isto é um contra-senso. Não há uma verdadeira sensibilização para a dança contemporânea nos programadores nacionais – só é vista em Lisboa e no Porto. Não é uma coisa realmente inscrita na sociedade e nas pessoas.”

E conclui: “Ainda bem que a Gulbenkian quer premiar a dança contemporânea. Um prémio é uma chamada de atenção.”

No seu comunicado, a Fundação destacou ainda a componente multidisciplinar do trabalho de Mantero, salientando que ele “tem cruzado áreas distintas como a música, a performance e o cinema”.

O júri do prémio foi composto por João Marques Pinto, presidente da Fundação de Serralves, o filósofo José Gil, a historiadora de arte Raquel Henriques da Silva, o encenador Jorge Silva Melo e Salwa Castelo-Branco, professora de Música na Universidade Nova de Lisboa. As candidaturas ao Prémio Gulbenkian Arte são propostos por terceiros.

O prémio será entregue dia 20 de Julho no Grande Auditório da Gulbenkian, em Lisboa, onde Mantero começou a dançar profissionalmente em 1984, como elemento do Ballet Gulbenkian. Depois de cinco anos naquela companhia, e após um ano de estudos em Nova Iorque, abandonou definitivamente a dança clássica e iniciou um projecto coreográfico em nome próprio. No ano passado assinalou 20 anos de carreira.

Texto substituído às 17h38

  • 926 leitores
  • 10 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1390480

Comentário + votado

mais que perverso, é tuga

Durante 40 anos a Fundação albergou a única companhia portuguesa com relevância internacional: o ...

Carlos R

07.07.2009 01:55

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.