Português promove a escrita do romance com mais autores do mundo

02.05.2011 - 18:15 Por Cláudia Carvalho
A iniciativa é do jovem escritor português Pedro Chagas Freitas que pretende escrever o maior romance do mundo, contado por mil autores.
O projecto já começou e promete pôr o país a escrever. “É um hino à escrita e à literatura”, diz ao PÚBLICO Pedro Chagas Freitas, explicando que pretende com isto incentivar as pessoas a escreverem.
“É muito rara a pessoa que não tem o desejo de escrever, só que muitas vezes acabam por se inibir ou até pensar que é algo impossível e difícil. Aqui, essas pessoas têm a oportunidade de escreverem uma página da história e fazerem parte de um projecto completamente inovador”, acrescenta o escritor, para quem a ideia surgiu na sequência do Campeonato Nacional de Escrita Criativa e do Livro em Directo, iniciativas também promovidas por si.
O objectivo é sempre o mesmo: “Conseguir fazer com que as pessoas se interessem, mais e mais, pela produção escrita.”
Neste projecto, Pedro Chagas Freitas, que conta já com 15 obras publicadas, escreverá a primeira página e depois cada pessoa ficará encarregue de escrever uma página. Para isso, terão apenas que se inscrever no site www.escritacriativa.org e escolher a página que querem escrever.
“Já temos dezenas de inscrições e o projecto ainda está no início, o que é um bom sinal. Eu já escrevi o início da história e agora falta alguém que escolha a página dois”, diz Pedro Chagas Freitas, esclarecendo que todos os inscritos até agora não escolheram, “curiosamente”, a segunda página do livro.
Para o lançamento da obra ainda não existe uma data prevista. “Isto é um projecto monstruoso. Estamos a falar de mil pessoas, ou seja, mil páginas. Ainda vai demorar”, atesta o escritor. Mas garante: “No fim o livro terá uma festa de lançamento à altura.”
“A ideia é juntar os autores todos, mais os seus convidados, familiares e amigos, num evento único. Normalmente um lançamento de um livro junta cerca de 200 a 300 pessoas, aqui o objectivo é juntar milhares”, conclui.


