O Artista, o regresso ao cinema mudo realizado por Michel Hazanavicius, é favorito na corrida aos Óscares. Mas nos principais prémios do próprio país, França, é relegado para segundo plano por Políssia. Nas nomeações aos Césares, conhecidas nesta sexta-feira, o filme da jovem realizadora Maïwenn foi indicado 13 vezes.
Políssia, que estreou esta semana nas salas portuguesas, centra-se no quotidiano de uma brigada parisiense de protecção de menores, cheio de histórias de pedofilia, abusos, roubos e prostituição. O filme foi primeiro exibido em Cannes, em Maio do ano passado, onde foi distinguido com o prémio do júri para melhor filme.
Nos prémios da Academia francesa está nomeado para melhor filme, melhor realização, melhor actriz – com duas nomeações nesta categoria: Karin Viard e Marina Foïs –, melhor actor secundário – três nomeações: Nicolas Duvauchelle, Joeystarr e Frédéric Pierrot –, melhor actriz secundária (Karole Rocher), actriz revelação (Naidra Ayadi), melhor argumento original, melhor fotografia, melhor montagem e melhor som.
É o filme mais nomeado para esta edição dos Césares, seguido de L’exercice de l’État, o mais recente de Pierre Schöller, com um total de 11 nomeações. Em terceiro aparece um dos favoritos para a edição deste ano dos Óscares, O Artista. O filme Michel Hazanavicius, que está indicado para dez estatuetas da Academia norte-americana, está nomeado para outras tantas da congénere francesa.
Concorrem os três ao César para melhor filme, categoria onde se encontram ainda Declaração de Guerra, de Valérie Donzelli; Le Havre, de Aki Kaurismäki; Intouchable, de Eric Toledano e Olivier Nakache; e Pater, de Alain Cavalier. Este último já estreou em Portugal (O Artista e Declaração de Guerra estão na agenda, com estreia marcada para 2 e 23 de Fevereiro, respectivamente).
Apollonide – Memórias de um Bordel, que ainda se encontra em cartaz em Portugal, tem oito nomeações. A lista completa dos premiados pode ser consultada na página da Academia francesa das Artes e Técnicas do Cinema. Os Césares são entregues a 24 de Fevereiro, numa cerimónia apresentada pelos actores Guillaume Canet e Antoine de Caunes.



