Em comunicado

Plataforma do Cinema elogia projecto de lei da SEC

14.02.2012 - 11:18 Por Sérgio C. Andrade

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Plataforma do Cinema enviou manifesto a Francisco José Viegas, elogiando a proposta da nova lei do cinema Plataforma do Cinema enviou manifesto a Francisco José Viegas, elogiando a proposta da nova lei do cinema (Pedro Cunha)
Os realizadores Manoel de Oliveira, Jorge Silva Melo, João Botelho, Teresa Villaverde, Pedro Costa, João Pedro Rodrigues e Sandro Aguilar e os produtores Maria João Mayer (Filmes do Tejo), Pedro Borges (Midas Filmes) e Luís Urbano (O Som e a Fúria) são alguns dos subscritores do comunicado em que a Plataforma do Cinema se "congratula" com o teor da proposta para a nova Lei do Cinema, que foi colocada em discussão pública pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC) no passado dia 1 de Fevereiro.

No texto endereçado a Francisco José Viegas, e ontem enviado à comunicação social, esta associação que representa cineastas e produtores deste sector das artes realça o facto de, com o projecto agora apresentado, o Governo assumir "de forma clara e explícita que compete ao Estado" o apoio à criação cinematográfica e à sua "difusão nacional e internacional".

A Plataforma elogia também aquilo que considera como "a definição clara do universo das actividades e empresas que contribuirão para financiar, através de taxas de investimento", a produção e distribuição do cinema português, através do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). O documento dos cineastas manifesta, contudo, o desejo de que sejam "assumidos de forma mais explícita" os critérios que vão presidir à actividade do ICA, ao mesmo tempo que pede que seja feito "o balanço negro do chamado FICA [Fundo de Investimento para o Cinema e o Audiovisual] e do descalabro que foi a sua curta actividade".

O projecto de lei da SEC estabelece o alargamento das fontes de financiamento do cinema e do audiovisual português aos vários operadores de televisão e de telecomunicações, para além dos canais generalistas, mas também aos serviços audiovisuais a pedido. E formaliza uma grelha de taxas, algumas em percentagem (4% sobre a publicidade e a comunicação comercial; 8% sobre as receitas anuais da RTP/RDP provenientes da contribuição para o audiovisual, por exemplo), outras em montantes fixos (um euro de taxa anual por cada serviço audiovisual a pedido; cinco euros por cada subscrição de serviços televisivos).

O período de discussão pública decorre até final de Fevereiro, prazo findo o qual o projecto de lei irá a Conselho de Ministros e depois à Assembleia da República.

Estatísticas

  • 1204 leitores
  • 1 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1533651

Comentário + votado

Apoio às artes

É urgente agora, a abertura dos concursos anuais e pontuais de apoios às artes! Já estamos na ...

Ze Mane

14.02.2012 18:00

X

Mais em Cultura (4 de 12 artigos)

Elísio Summavielle assume o novo cargo já na quarta-feira Elísio Summavielle é o novo director geral do Património