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Ministro não comenta petição

Pinto Ribeiro garante que Museu da Língua vai mesmo avançar no antigo Museu de Arte Popular

01.06.2009 - 15:48 Por Alexandra Prado Coelho

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O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, não comenta a petição a favor da manutenção do espólio do Museu de Arte Popular nas suas antigas instalações, em Belém, e confirmou que o processo de instalação do Museu da Língua nesse mesmo local está a avançar. A petição, que está disponível online, recolheu até agora 1200 assinaturas.
O espólio do Museu de Arte Popular está no Museu de Etnologia O espólio do Museu de Arte Popular está no Museu de Etnologia (Pedro Cunha (arquivo))

“Não tenho a petição e não me vou pronunciar sobre isso. O que posso dizer é que é um processo antigo, longo, que foi objecto de ponderação pela senhora ministra da Cultura que me antecedeu [Isabel Pires de Lima], e que as pessoas que deviam informar-se antes de se pronunciarem sobre isso”, declarou Pinto Ribeiro, que falava no final da apresentação da Rota dos Mosteiros Portugueses Património da Humanidade, na Torre de Belém.

Sem querer adiantar datas para os próximos passos no processo do Museu da Língua, o ministro considerou “extraordinário que decisões tomadas há tantos anos, que já estão orçamentadas e para as quais já foi afecto dinheiro” sejam agora postas em causa. Informações mais específicas, só dará na próxima ida à Assembleia da República.

Questionado pelo PÚBLICO sobre o facto de ter dito, no final de Abril, que Portugal precisa de um museu da Viagem ou das Descobertas, o ministro explicou que quis “relançar uma ideia que há muito tempo é proposta, discutida e defendida por muita gente”. Sobre o que existe já de concreto para se avançar com esse projecto, Pinto Ribeiro respondeu: “Estamos no ponto em que achamos que é possível ser feito e que devíamos fazê-lo”. Não é um projecto “para fazer até Outubro” (data das eleições legislativas), sublinhou, “mas se o pensarmos como um museu com muitos pólos territoriais, além de um central, já temos muitas coisas feitas, [os centros interpretativos das Descobertas] em Sagres e em Belmonte, o que é preciso é conjugar esforços e trabalhar em rede”.

Quando a ideia foi lançada, surgiram algumas críticas. O ex-presidente da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses (entre 1988 e 1995), Vasco Graça Moura, disse na altura ao "Diário de Notícias" que “os principais mapas e documentos não estão em Portugal e que não é possível ir “esvaziar” os museus nacionais de algumas das suas peças mais importantes. Pinto Ribeiro não quis adiantar se o museu em que está a pensar terá sobretudo conteúdos virtuais ou se utilizará objectos físicos.

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Comentário + votado

o invisivel e o virtual

o invisivel ministro da cultura continua a sua politica virtual

Anónimo

04.06.2009 11:30

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