O músico norte-americano Philip Glass, um dos nomes centrais do minimalismo norte-americano, apresenta-se este sábado a solo, em piano acústico, no Centro Cultural de Belém (CCB), e no domingo no Theatro Circo de Braga.
De acordo com a Incubadora D'Artes, promotora do concerto, o compositor, actualmente com 70 anos, irá interpretar algumas das suas composições dos últimos 30 anos.
Nascido em 1937 em Baltimore, Estados Unidos, cedo foi influenciado pela obra do escritor Edgar Allan Poe, que viria a marcar algumas das suas composições.
Associado à escola minimalista — rótulo que sempre recusou —, Philip Glass iniciou a carreira musical nos anos 60, evidenciando-se com o septeto Glass Ensemble durante a década de 70.
Outras influências importantes na evolução do trabalho de Glass foram a colaboração desenvolvida com o músico indiano Ravi Shankar, uma visita ao Tibete em 1966, bem como a abertura aos ritmos africanos.
Compôs mais de 20 óperas, nomeadamente "Satygraha", "Itaipu", "Einstein on the Beach" e "Corvo Branco", esta última encomendada pela Expo98 e estreada em Lisboa no encerramento do evento, com libreto da escritora portuguesa Luísa Costa Gomes.
Assinou muitas bandas sonoras de filmes, nomeadamente "Kundun", de Martin Scorsese; "As Horas", de Stephen Daldry; "The Truman Show", de Peter Weir; e "O Ilusionista", de Neil Burger.
As bandas sonoras que criou para "Koyaanisqatsi", "Powaqqatsi", e "Naqoyqatsi" — trilogia do realizador Godfrey Reggio — constituem uma componente emblemática da sua obra.
Entre a sua vasta criação musical figuram ainda sinfonias e diversas composições para a área da dança.
O concerto no CCB está marcado para as 21h00 e no Theatro Circo de Braga para as 22h00.


