Pedro Mexia, que tomou hoje posse como subdirector da Cinemateca, afirmou que um dos desafios que vai encontrar será a mudança dos arquivos da RTP para o Museu do Cinema.
"O arquivo da RTP é um património muito grande e a acomodação dentro da Cinemateca levanta questões de espaço e de orçamento", alertou Pedro Mexia em declarações aos jornalistas no final da tomada de posse, conduzida pelo ministro da Cultura.
Os arquivos da RTP irão passar para as instalações do ANIM - Arquivo Nacional de Imagens em Movimento, um departamento da Cinemateca localizado em Bucelas e que se dedica à recolha, restauro e catalogação de imagens em movimento.
Segundo José António Pinto Ribeiro, para que os arquivos da RTP sejam tratados pelo ANIM falta apenas assinar um protocolo, o que até agora não aconteceu porque mudou a administração da RTP e mudou a tutela da Cultura.
"É preciso encontrar um modelo que não seja perturbador do funcionamento do ANIM, para que as coisas possam ser feitas eficazmente e para que o arquivo da RTP possa ser usado com fácil acessibilidade", disse Pinto Ribeiro.
Quanto à sua nomeação para a Cinemateca, Pedro Mexia destacou ainda a "complementaridade" entre a sua visão do cinema e a de João Bénard da Costa, o director do Museu do Cinema, por serem diferentes.
"Estou habituado a ver filmes noutros suportes e interesso-me pelo cinema que se faz agora", referiu Mexia, 35 anos, crítico de cinema e literatura e poeta.


