Pedro Ayres de Magalhães, o mentor dos Madredeus, está a trabalhar sobre as perspectivas futuras do grupo, na sequência do anúncio da saída de Teresa Salgueiro.
“Não sei se é muito importante continuar sem a Teresa”, disse o compositor hoje à Lusa, reconhecendo ser “um grupo muito importante não só em Portugal como no mundo”.
Ayres de Magalhães, que nos últimos trinta anos tem assinado diversos projectos de vanguarda na música portuguesa, afirmou que o momento é de “reflexão”.
“Posso agarrar-me à bandeira e encontrar outros apoiantes da minha ideia, mas na realidade não sei, estou a gozar o fim do meu ano sabático”, afirmou.
Pedro Ayres Magalhães disse que, tal como Teresa Salgueiro, os músicos José Peixoto e Fernando Júdice “não estão também interessados num comprometimento a cem por cento”.
Carlos Maria Trindade está disposto a continuar, adiantou Ayres Magalhães.
Teresa Salgueiro disponível para aparições especiais
“A conversa com a Teresa [Salgueiro] foi bastante amistosa e ela está até disposta, no caso do grupo continuar, em o apadrinhar e até fazer umas participações especiais em concertos”, disse.
Ayres Magalhães reconhece que “a harmonia poético-musical dos Madredeus é em função da voz” da Teresa Salgueiro.
O compositor salientou à Lusa que os Madredeus têm um repertório de 120 canções.
Teresa Salgueiro disse hoje à Lusa ter decidido sair dos Madredeus para se dedicar aos seus projectos a solo, ressalvando que se mantém disponível para colaborações futuras.


