Paulo Henriques, director do Museu Nacional de Arte Antiga (MNA), foi afastado do cargo após três anos em funções.
Chegado ao MNA num momento conturbado, após a ultra-mediatizada e politizada saída da historiadora Dalila Rodrigues na sequência de um braço-de-ferro público com a então ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, Paulo Henriques, então com 50 anos, vinha de um percurso de 10 anos à frente do Museu Nacional do Azulejo e foi uma escolha consensualmente aplaudida pela sua versatilidade, rigor e sentido de ética profissional.
A nova direcção do museu é anunciada amanhã às 16h durante uma conferência de imprensa no Museu de Arte Popular em que será exposto um Plano Estratégico para os Museus do Século XXI que deverá introduzir alterações de fundo na gestão de alguns dos 28 museus e palácios da rede sob tutela do Instituto dos Museus e da Conservação.
No ano passado, Paulo Henriques colaborou com a nova ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, na altura directora regional para a Cultura nos Açores, na organização de uma exposição dedicada ao escultor Ernesto Canto da Maia, proposta do adido cultural na Embaixada de Portugal em Espanha, o escritor João de Melo, e apresentada em Madrid.
Notícia actualizada às 19h29



