Foi mesmo a pintora Paula Rego, através de uma carta entregue ao conselho de administração da Fundação Paula Rego, quem não deu o consentimento a que Dalila Rodrigues continuasse como directora da Casa das Histórias.
A existência da carta, noticiada ontem pelo semanário Expresso, confirma a notícia desenvolvida pelo PÚBLICO durante a semana, onde era avançado que os representantes de Paula Rego têm maioria absoluta no conselho de administração do museu, responsável pela decisão.
Neste contexto, não surpreendem as declarações do presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, quando diz que "só pode ser director da Casa das Histórias Paula Rego quem a Paula Rego quiser". A decisão, segundo um comunicado da fundação, deveu-se às divergências sobre o futuro do projecto, às competências da directora, ao modelo defendido pelo conselho de administração e a aspectos remuneratórios. O PÚBLICO tentou contactar Paula Rego sem resultado. Dalila Rodrigues optou por não fazer quaisquer declarações.


