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Fundação Gulbenkian

Património português no mundo reunido em três livros

19.05.2010 - 09:37 Por Luís Miguel Queirós

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A Fundação Gulbenkian lança no dia 24 o primeiro de um conjunto de três livros resultantes de um projecto coordenado pelo historiador José Mattoso A Fundação Gulbenkian lança no dia 24 o primeiro de um conjunto de três livros resultantes de um projecto coordenado pelo historiador José Mattoso (PÚBLICO)
É uma tentativa de sistematização dos conhecimentos relativos ao património de origem portuguesa no mundo: a Fundação Gulbenkian lança no dia 24 o primeiro de um conjunto de três livros resultantes de um projecto coordenado pelo historiador José Mattoso, que dividiu o trabalho em quatro grandes áreas geográficas - a Ásia, a África, a América do Sul e o Islão, que abarca parte das duas primeiras.

O primeiro volume diz respeito à América do Sul e foi dirigido pela arquitecta e historiadora brasileira Renata Malcher Araújo, doutorada pela Universidade Nova de Lisboa com uma tese sobre a urbanização do Mato Grosso no século XVIII. O livro é quase exclusivamente dedicado aos vestígios portugueses no Brasil, mas abrange também a cidade uruguaia Colonia del Sacramento, com origem na Colónia do Santíssimo Sacramento, fundada no século XVII pelo português Manuel Lobo.

Renata Araújo organizou o volume, com contribuições de diversos especialistas, em quatro subáreas, que correspondem, grosso modo, às principais etapas da colonização portuguesa. Esta "começou pela costa, avançou para sul, adentrou-se no sertão e, finalmente, consolidou o domínio da selva amazónica".

Entre os locais que, no Brasil, preservam um conjunto mais extenso e significativo de património deixado pelos portugueses, a historiadora assinala Diamantina e Ouro Preto, no estado de Minas Gerais, Salvador, na Baía, e ainda Belém, Goiás e Natal. Tal como acontecerá nos próximos volumes, o livro, dentro de cada uma das quatro secções que o compõem, lista os edifícios e monumentos por ordem alfabética.

Na introdução geral, Mattoso explica que foi deliberadamente que se optou por este modelo, muito semelhante a um dicionário, mas recorda que cada um dos volumes é precedido por um estudo, no qual se "equacionam os problemas históricos e culturais que enquadram e dão significado a cada caso" e o "situam num contexto geográfico, diacrónico e civilizacional". Mattoso sublinha ainda que não houve a intenção de produzir "investigação nova", mas apenas a de apresentar um "estado da arte", coligindo e sistematizando informações hoje dispersas por publicações especializadas.

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