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Em Lisboa, na Gulbenkian

Orquestra juvenil ibero-americana esgota bilhetes

16.11.2009 - 09:25 Por Lusa

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O maestro Gustavo Dudamel irá dirigir a orquestra O maestro Gustavo Dudamel irá dirigir a orquestra (Jorge Silva/Reuters)
Ainda em formação, com estágio anunciado para a metade final de Novembro em Espanha, a Orquestra Juvenil Ibero-americana é desde já notícia por fazer a sua estreia em Lisboa e ter esgotado os bilhetes para o primeiro concerto.

É uma repercussão mediática que rapidamente teve efeitos na bilheteira: estão esgotados desde quarta-feira os bilhetes para o concerto de apresentação em estreia mundial da Orquestra, que será a 2 de Dezembro, no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, em Lisboa

O maestro Gustavo Dudamel é a pessoa responsável pela direcção desta orquestra, sendo grandes as expectativas dentro e fora da organização e o investimento significativo.

A Leonor Guerra, directora da divisão de assuntos culturais da Secretaria-geral ibero-americana (SEGIB), cabe, segundo a própria referiu, “levar por diante o mandato, a recomendação, dos chefes de estado” ibero-americanos, “pôr em marcha um programa segundo o modelo venezuelano das orquestras infantis e juvenis”, o famoso e premiado Sistema, e “formar uma orquestra”.

O que, desde já, funciona é um “programa ibero-americano permanente que se chama Ibero-orquestras”, no qual participam nove países e que, entre outros objectivos, “promove intercâmbios, a recuperação de património musical, a capacitação de professores”, esclarece Leonor.

“De cada vez que a ocasião o justifique, com esse trabalho que realizamos como um programa de cooperação, o que pretendemos é ter orquestras montáveis, organizáveis, digamos, mas não manter uma orquestra de maneira permanente, que tenha uma entidade como as filarmónicas ou as sinfónicas. Isso é prematuro. Poderia ser a nossa aspiração, mas ainda não temos capacidade para tanto”, acrescenta.

Criar uma orquestra com músicos dos países que falam castelhano e português é a parte do mandato agora em curso.

A selecção dos 129 jovens de 22 países que entre 19 e 29 de Novembro vão estagiar em Sevilha, Espanha, fez-se de duas formas, por candidatura com apresentação de currículo e por recomendação dos directores de instituições musicais associadas ao Ibero-orquestras.

Teria sido preferível, reconhece Leonor Guerra, seleccionar os jovens músicos por audição. Mas, limitações de ordem vária, como o tempo, a dispersão dos locais, a dificuldade de instalar uma estrutura que funcionasse com eficiência e rapidez, impediram que assim fosse.

E a escolha está feita. São em maior número os seleccionados de Espanha e da Venezuela. Portugal, com oito, tem a terceira maior representação.

Leonor refere: "O que garantimos é que há pelo menos um músico de cada país. O que pretendemos é que vão indo uns, entrando outros, e sobretudo que todos tenham experiência, porque se os três concertos são uma oportunidade maravilhosa, o que é fantástico é que estes jovens vão ter a oportunidade de estar em Pilas (Sevilha), onde também ensaia Daniel Barenboim (pianista argentino), praticando durante duas semanas de ensaio permanente com os melhores professores do sistema venezuelano, com os adjuntos de Dudamel”.

Concluído o estágio, a orquestra tocará, dia 1 de Dezembro, perante os participantes da Cimeira Ibero-americana, no Estoril, dia 2 no Grande Auditório da Gulbenkian e dia 3 no Auditório de Música de Madrid.

Por imposição do regulamento, todos os jovens seleccionados para a orquestra têm mais de 18 anos e menos de 28. Com duas excepções: dois menores venezuelanos que viajarão para Espanha acompanhados.

“Todos eles vão ter uma experiência que em si mesma é valiosíssima”, acredita Leonor.

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