As obras de Pablo Picasso e de Cândido Portinari, roubadas ontem do Museu de Arte de São Paulo (Masp), estão avaliadas em cerca de 100 milhões de reais (38,5 milhões de euros).
A instituição informou igualmente que as obras não tinham seguro e que a Interpol, a Polícia Federal brasileira e o Ministério das Relações Exteriores já foram mobilizados na tentativa de recuperar as obras.
Do Masp, o maior museu da América Latina, foram levados "O Lavrador de Café", de Portinari, e "O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso.
As câmaras de segurança do museu registaram toda a acção, que durou pouco mais de três minutos, e servirão agora como principal ponto de partida para as investigações policiais.
Segundo as primeiras investigações, os ladrões foram rápidos e tinham noção exacta de onde estavam as obras furtadas do museu.
O "Retrato de Suzanne Bloch" (65X54 centímetros) é uma das últimas obras da fase azul de Picasso, enquanto o "Lavrador de Café" (100X81 centímetros) é considerada uma das mais importantes obras de Portinari, entre os anos 1930 e 1940.
Nos últimos dez anos, foram roubadas 933 obras de arte e bens culturais no Brasil, quarto país com o maior número de ocorrências desse tipo, atrás apenas dos Estados Unidos, França e Iraque.
Inaugurado em Outubro de 1947, o Masp situa-se na Avenida Paulista, no coração financeiro de São Paulo, com um dos maiores acervos da América Latina, com destaque para obras de artistas brasileiros, italianos, flamengos e franceses.
Um dos destaques é o espaço dedicado à colecção completa de esculturas de Edgar Degas, com 73 peças em bronze.


