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“O Artista” foi o grande vencedor nos Critics' Choice Award

13.01.2012 - 13:35 Por Cláudia Carvalho

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Os protagonistas do filme (ao centro) com os produtores e o realizador Michel Hazanavicius (o segundo do lado esquerdo) Os protagonistas do filme (ao centro) com os produtores e o realizador Michel Hazanavicius (o segundo do lado esquerdo) (Reuters)
O filme mudo “O Artista”, de Michel Hazanavicius, voltou a destacar-se na temporada de prémios de cinema, afirmando-se como o principal candidato na corrida aos Óscares, depois de ter vencido quatro galardões na cerimónia deste ano dos Critics' Choice Awards, entre eles o de melhor filme e melhor realizador.

Teve estreia mundial em Cannes, onde deu que falar, e triunfou junto da crítica internacional e norte-americana que, nas últimas semanas, lhe atribuiu vários prémios, “O Artista” – rodado a preto e branco e como um filme mudo (recriando o cinema da era de ouro de Hollywood) – venceu ainda nas categorias de melhor guarda-roupa e melhor banda sonora.

O filme francês é protagonizado por Jean Dujardin e Berenice Bejo e é sobre a transição do cinema mudo para o falado em Hollywood no final da década de 1920, mostrando o impacto que essa evolução teve na vida de um actor. Desde que se estreou em Maio, "O Artista" já arrecadou os galardões de alguns dos principais círculos de críticos norte-americanos, entre eles de Nova Iorque, Boston, Las Vegas, St. Louis, Indiana, Washington DC e Phoenix.

O filme lidera ainda as nomeações aos Globos de Ouro, cujos vencedores são conhecidos este domingo, além de ser também um dos nomeados aos BAFTA, aos Independent Spirit Awards e aos Directors Guild Awards.

“Eu fiz um filme mudo. Não gosto muito de falar”, disse Hazanavicius, ao receber um dos galardões, convidando todo o elenco a subir ao palco.

Em destaque esteve também o filme “As Serviçais”, de Tate Taylor, que arrecadou três prémios, incluindo o de melhor elenco. A protagonista Viola Davis foi distinguida com o prémio de melhor actriz e Octavia Spencer foi considerada a melhor actriz secundária.

“É uma honra para mim prestar homenagem a estas mulheres que, neste período, não podiam sonhar e perseguir os seus objectivos”, disse Viola Davis ao receber o galardão, referindo-se à história do filme.

George Clooney venceu na categoria de melhor actor pelo papel em “The Descendants”, no qual representa um pai que tenta reatar a ligação com as duas filhas, depois de a mulher ficar em coma na sequência de um acidente de barco. Christopher Plummer, de 81 anos, que representa em “Assim é o Amor” um homem que assume a homossexualidade depois de a mulher morrer, foi premiado na categoria de melhor actor secundário.

O novo trabalho de Martin Scorcese, o filme 3D de aventura e fantasia “A Invenção de Hugo”, sobre um rapaz que vive sozinho numa estação de comboios de Paris, levou para casa um galardão, o de melhor direcção artística.

O prémio de melhor argumento original foi para “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen, e “Moneyball – Jogada de Risco”, de Bennett Miller, venceu na categoria de melhor argumento adaptado.

“A Melhor Despedida de Solteira” foi considerado a melhor comédia, “Drive - Risco Duplo” venceu na categoria de melhor filme de acção e “Rango” arrecadou o galardão de melhor animação. “Uma Separação”, filme iraniano de Asghar Farhadi, que tem estado em destaque entre a crítica norte-americana, venceu o prémio de melhor filme estrangeiro.

Os Critics Choice Awards são votados por mais 250 membros da Broadcast Film Critics Association, uma organização que reúne críticos de televisão, de rádio e de meios online. Os prémios são atribuídos desde 1995.

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