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Mudança em véspera de posse de novo executivo

Novos directores para Museu do Chiado e Instituto dos Museus e da Conservação

23.10.2009 - 10:29 Por Vanessa Rato

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A ampliação do Museu do Chiado está prevista para 2010 A ampliação do Museu do Chiado está prevista para 2010 (Gonçalo Santos (arquivo))
Foi a grande batalha de Pedro Lapa ao longo dos últimos dez anos, mas, agora que há uma data para a ampliação das instalações do Museu do Chiado, o projecto já não vai estar nas suas mãos. O júri do concurso público lançado em Agosto escolheu novo director para o Museu Nacional de Arte Contemporânea: Helena Barranha, a outra única candidata ao cargo.

Nome praticamente desconhecido no terreno extra-académico, nomeadamente nos circuitos da curadoria e publicação sobre arte, Helena Barranha, de 38 anos, licenciou-se em Arquitectura pela Universidade Técnica de Lisboa, tem um mestrado em Gestão Cultural e doutorou-se este ano com uma tese intituladaMuseus de Arte Contemporânea em Portugal - Da Intervenção Urbana ao Desenho do Espaço Expositivo em que desenvolve um estudo sobre o caso do Museu do Chiado.

Professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas do mestrado de Museologia coordenado por Raquel Henriques da Silva, primeira directora do museu após o incêndio do Chiado - 1994 a 1998 -, Helena Barranha foi escolhida por um júri constituído por Clara Camacho, vice-directora do Instituto dos Museus e da Conservação, Elísio Summavielle, presidente do Igespar, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, e Raquel Henriques da Silva. A avaliação focou-se no currículo e numa entrevista com os candidatos, tendo o concurso sido aberto este ano pela primeira vez a profissionais formados em Arquitectura, para além das tradicionais ciências humanas.

Pedro Lapa, que chegou ao museu como conservador em 1990 e assumiu a direcção em 1998, depois de três anos no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém (hoje Museu Berardo), não comenta a decisão do júri, falando apenas do projecto que apresentou, o mesmo que vem defendendo ao longo de quase toda a sua direcção: o alargamento dos 700 metros quadrados do museu (para 4500 obras) de forma a apresentar permanentemente uma colecção nacional de 1850 à actualidade, "a única que o Estado português possui", articulando-a com exposições temporárias. "Tal permitiria uma representação das práticas artísticas nacionais, mesmo quando confrontadas com produções internacionais", diz.

Já Helena Barranha remeteu ontem quaisquer declarações sobre o seu projecto para a próxima semana, após a apresentação do mesmo à sua equipa (ver caixa).

A novidade da abertura do concurso à arquitectura um mês antes de se anunciar para 2010 o início das obras de ampliação do museu, correspondeu a uma "vontade de diversificar o campo de recrutamento" e "não tem relação nenhuma com a ampliação", diz Manuel Bairrão Oleiro, director do Instituto Português dos Museus e da Conservação, que deixa também o seu cargo, a seu pedido, "logo que seja nomeado o novo director" e após sete anos a que se juntam cinco como subdirector. "Foram anos muito exigentes e desgastantes. Anos de dificuldade do ponto de vista orçamental e de recurso humanos", diz. E acrescenta: "É uma decisão que me deixa muito tranquilo."

Tanto a saída de Pedro Lapa como a de Bairrão Oleiro ficaram decididas antes do anúncio, ontem, da substituição do ministro da Cultura José António Pinto Ribeiro por Grabriela Canavilhas no novo executivo.



Continuidade mas também linhas de mudança no Chiado
No seu primeiro cargo de sempre numa instituição museológica, Helena Barranha diz pretender "a valorização do museu tanto na sua componente espacial quanto de conteúdos". É o que avança dos planos para o Chiado, depois de no princípio da semana lhe ter sido comunicada a decisão do júri do concurso lançado em Agosto e em que se decidiu o afastamento de Pedro Lapa, o director do museu dos últimos dez anos.
Remetendo para a próxima semana quaisquer outras declarações sobre o seu projecto, após a exposição dos mesmos à sua equipa, acrescenta apenas que tenciona traçar "algumas linhas de continuidade mas [introduzir] também algumas mudanças".
Com apenas uma experiência de curadoria, uma exposição recente para o Museu Arpad Szénes - Vieira da Silva (sobre a influência do imaginário da pintora na arquitectura do museu), Helena Barranha vem investigando o Museu do Chiado desde que iniciou a sua tese de mestrado em Gestão Cultural, tendo na altura entrevistado vários protagonistas da história do museu, incluindo Pedro Lapa, Simonetta Luz Afonso, Raquel Henriques da Silva e Jean-Michel Wilmotte, o arquitecto do espaço, após o incêndio do Chiado. Um dos pontos do estudo, mais recentemente desenvolvido para a sua tese de doutoramento, foi a relação entre o edifício com apenas 700 metros quadrados e um acervo que, actualmente, inclui cerca de 4500 obras, muitas das quais doações de artistas conseguidas durante a direcção de Pedro Lapa. A "nova janela de oportunidade" que se abre com a ampliação prevista para 2010 - "abre todo o conjunto de novas possibilidades" - "também poderá ter estado na base da decisão do júri", diz. V.R.

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O REI AFINAL ANDAVA NU...!

Aleluia, toquem os sinos no Palacio da Ajuda, finalmente esta noticia de mandarem o Bairrao para a ...

Anónimo

23.10.2009 23:27

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