O Museu do Prado, o Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia e o Museu Thyssen-Bornemisza, que devido à sua posição estratégica formam o “Paseo del arte” em Madrid, sendo também conhecidos como o “Triângulo de Ouro”, bateram o recorde de visitas em 2011, registando no conjunto um número superior aos 6 milhões de visitantes.
O Museu do Prado foi o que registou o maior número de visitas, tendo recebido 2.911.767 visitantes. A este número histórico, o recorde desde a sua existência, o museu soma ainda 863.957 visitantes nas suas duas exposições internacionais no âmbito do programa “Prado Internacional”. As duas exposições aconteceram em São Petersburgo, na Rússia (“El Prado en el Hermitage”, de 25 de Fevereiro a 29 de Maio de 2011) e em Tóquio, no Japão (“Goya. Luces y sombras”, de 22 de Outubro de 2011 a 29 de Janeiro de 2012).
Esta é assim a primeira vez que o Museu do Prado ultrapassa a marca dos 2,9 milhões de visitantes, registando um aumento de 9%. O anterior recorde era de 2,7 milhões de visitas anuais, alcançado pela primeira vez em 2007, ano em que o museu inaugurou uma nova ampliação, marca que se manteve durante os últimos anos.
Por sua vez, o número de visitas no Museu Rainha Sofia aumentou 17% por em 2011, comparando com o ano anterior, ao registar 2.705.529 entradas, quase mais 400 mil que em 2010. Segundo o jornal ABC, estes números devem-se à crescente aposta do museu na pluralidade da programação. Em 2011, o Museu Rainha Sofia acolheu 20 exposições temporárias, inaugurou a terceira parte da colecção permanente e incrementou a oferta de actividades públicas. O maior número de visitantes aconteceu entre os meses de Abril e Agosto, quando se superaram as 300 mil visitas.
Em Setembro, o Museu Thyssen-Bornemisza já tinha anunciado que a mostra sobre a obra de Antonio López García se tinha tornado na mais visitada de sempre da história daquele espaço, ultrapassando exposições de artistas como Paul Gauguin ou Vincent van Gogh. A retrospectiva do artista ajudou assim o museu a superar pela primeira vez a marca dos um milhão.
Este museu madrileno foi o que maior crescimento registou em 2011, tendo recebido 1.070.390, quando em 2010 este número era de 821.099, o que representa um crescimento de 30%. Em 2012, o Museu Thyssen-Bornemisza celebrará o 20º aniversário.
Mais de 8 milhões de visitas em 2011 no Louvre
No dia em os museus madrilenos anunciaram estes números históricos, também o Museu do Louvre, em Paris, deu a conhecer os números de 2011. O museu mais conhecido de França registou um aumento de 5% nas suas entradas, tendo recebido 8,8 milhões de visitantes.
Há já três anos que o número de visitas anuais do Louvre se tinha fixado nas 8,5 milhões de pessoas, um número já elevado e que colocava o museu entre os mais visitados do mundo.
Segundo os dados divulgados pelo museu, 66% das visitas em 2011 foram turistas estrangeiros. Em número um estão os Estados unidos, seguidos dos visitantes brasileiros, italianos, australianos, chineses, espanhóis, alemães e russos.
De destacar também o aumento de visitas do público parisiense ao Louvre, que em 2011 registou um aumento de 17%. A média de idades dos visitantes do museu ronda os 30 anos.
Atrás do Louvre está o Palácio de Versalhes, com mais de 6 milhões de visitas, o Centre Pompidou (3,6 milhões), o Museu d’Orsay (2,9 milhões) e o Museu do Quai Branly (1.3 milhões).



