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Ministro defende alteração do modelo de gestão da Opart

Museus dos Coches, Arqueologia e Arte Popular marcam última audição de Pinto Ribeiro no Parlamento

17.06.2009 - 18:19 Por Lusa

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António Pinto Ribeiro António Pinto Ribeiro (Rui Gaudêncio)
O futuro dos museus dos Coches, Arqueologia e Arte Popular marcou hoje a última audição parlamentar do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, nesta legislatura, com os deputados da oposição a exigirem esclarecimentos.

Pinto Ribeiro recordou que a ideia de criação de um novo Museu dos Coches tem 15 anos e que quando chegou ao Ministério da Cultura "o processo já estava muito avançado".

Zita Seabra (PSD) questionou a pertinência de construir de raiz um novo Museu dos Coches, quando há carências em museus como o de Arte Antiga e do Chiado, e pôs em causa a criação do Museu Mar da Língua no local onde antes esteve o Museu de Arte Popular.

Fernando Rosas (Bloco de Esquerda) lamentou a "prioridade comercialista" que foi dada ao Museu dos Coches em relação ao Museu Nacional de Arqueologia (MNA), que será transferido para o edifício da Cordoaria Nacional.

Sobre A mudança de localização do Museu Nacional de Arqueologia, que tem gerado alguma polémica, o ministro da Cultura referiu que a tutela deverá chegar a acordo com a Trienal de Arquitectura de Lisboa, em 2010, para "um concurso de ideias para a adaptação daquele espaço para o MNA".

O tutelar da Cultura reafirmou ainda a intenção de criar o Museu do Mar da Língua no antigo edifício do Museu de Arte Popular (MAP), em Belém, sem prejuízo de se discutir o destino que será dado ao espólio do MAP, actualmente depositado no Museu Nacional de Etnologia.

Apesar de a deputada Teresa Caeiro, do CDS-PP, ter criticado a falta de "uma visão estratégica sobre a cultura em Portugal", José António Pinto Ribeiro elencou vários projectos concretizados em três eixos diferentes ao longo do ano e meio à frente do MC: património, Língua Portuguesa e indústrias criativas.

Pinto Ribeiro recordou a ratificação do acordo ortográfico, a criação de um Fundo de Língua Portuguesa e a intenção de refundar o Instituto Camões como objectivos de defesa do Português e reforço da sua implantação do espaço lusófono.

No que toca ao património, referiu que em breve será conhecido o primeiro parceiro do programa "Cheque Obra", uma iniciativa que o Ministério da Cultura promoveu em parceria com empresas dos sectores da construção civil e das obras públicas para a recuperação de monumentos nacionais.

No eixo das indústrias criativas, Pinto Ribeiro anunciou que foi estabelecido com parceiros financeiros um acordo, que não está finalizado, para a "criação de um fundo de capital de risco".

Ministro defende alteração do modelo de gestão da Opart

O ministro defendeu ainda a alteração do modelo de funcionamento da Opart, a entidade que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado, depois de ter feito uma avaliação à gestão daquele organismo. A Opart - Organismo de Produção Artística foi criada em finais de 2006, no âmbito do PRACE, Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado.

No final de uma audição na comissão Parlamentar de Cultura, o ministro afirmou aos jornalistas que, na sequência de uma avaliação feita à Opart, surgiu uma proposta de alteração para um modelo diferente.

Perante os deputados da Comissão Parlamentar de Cultura, José António Pinto Ribeiro referiu que o seu ministério fez uma avaliação da Opart e que o actual modelo de gestão originou consequências "ao nível do bailado, da Companhia Nacional de Bailado e houve consequencias ao nível da própria ópera".

O ministro sublinhou que, do ponto de vista da gestão e do ponto de vista financeiro", não há qualquer reparo a fazer à Opart.

Aos jornalistas, José António Pinto Ribeiro disse que "do ponto de vista das consequências do modelo sobre esta forma de funcionamento, relativamente à dança e até do ponto de vista do valor cultural daquilo que é o resultado deste modelo, aí há consequências e essas consequências estão tiradas".

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Anonimo

Este senhor já era. Ainda ontem a Assembleia Municipal de Lisboa exigiu a suspensão do processo do ...

Anónimo

17.06.2009 23:45

X

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