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Cultura oriental vem dinamizar a zona ribeirinha de Lisboa

Museu do Oriente abre as portas na quinta-feira

05.05.2008 - 13:29 Por Lusa

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Museu do Oriente inaugura no 20ºaniversário da Fundação Oriente Museu do Oriente inaugura no 20ºaniversário da Fundação Oriente (Daniel Rocha (arquivo))
O Museu do Oriente, que será inaugurado na próxima quinta-feira, vai funcionar como um centro cultural e terá uma programação que inclui cinema, música, dança, teatro, além das exposições voltadas para a região asiática.

Instalado junto ao Tejo, num edifício construído nos anos 40 para receber os Armazéns Frigoríficos do Porto de Lisboa e agora totalmente recuperado, este projecto da Fundação Oriente vai ocupar uma área de 15.500 metros quadrados, com seis pisos à superfície e uma cave.

O museu, que tem como directora Natália Correia Guedes, apresenta duas exposições de carácter mais longo - "Presença Portuguesa na Ásia" e "Deuses da Ásia" - e uma exposição temporária, "Máscaras da Ásia".

A primeira exposição tem 1400 peças alusivas à presença portuguesa no Oriente (essencialmente obras adquiridas pela Fundação ao longo de 20 anos) e a exposição "Deuses na Ásia" que reúne 650 peças da colecção Kwok On (instrumentos musicais, marionetas, pinturas, porcelanas e lanternas, por exemplo).

A colecção Kwok On é constituída por mais de 13 mil peças de arte popular de toda a Ásia, que serão expostas em ciclos. Na galeria de exposições temporárias ficará durante seis meses a mostra "Máscaras da Ásia", composta por mais de 200 máscaras da Índia, Sri Lanka, Tailândia, China, Coreia e Japão.

A partir de Setembro, haverá uma outra exposição temporária com obras de jovens pintores chineses.

Música, teatro e danças orientais nos primeiros dias
O programa inaugural do Museu do Oriente contará com uma peça musical desenvolvida pelo pianista Mário Laginha, que convidou alguns instrumentistas orientais (do Vietname, da Índia e do Japão) para o acompanharem, música chinesa em instrumentos musicais, os ritmos e danças tradicionais de Go e um espectáculo de marionetas.Nos dias 10 e 11 será também apresentada uma retrospectiva do artista japonês Osamu Tezuka, conhecido pelos seus desenhos de “mangás”, as histórias de banda desenhada janponesas. Do programa deste festival consta ainda um ciclo dedicado ao Oriente por cineastas do Ocidente.

Uma parte do Monstra - Festival de Animação de Lisboa vai decorrer nas instalações do museu de 10 a 18 de Maio. No início de Junho, o Museu do Oriente apresenta um espectáculo de teatro e outro de dança integrados no Alkantara Festival. O Museu do Oriente tentou criar parcerias com eventos que já têm uma tradição na cidade, como é o caso destes festivais, apresentando "a componente oriental" das suas programações, segundo um responsável da Fundação Oriente.

O Museu do Oriente tem também actividades lúdicas e pedagógicas, a cargo do Serviço Educativo, incluindo visitas guiadas gerais e temáticas.
Estão ainda previstos cursos de línguas orientais, workshops de yoga, de cozinha vietnamita ou de "chá com arte", a par de ateliers de pintura e caligrafia e de actividades para crianças. Nos primeiros dias, os mais novos podem aprender com elementos do grupo Ekvât, de música tradicional de Goa, passos de uma dança de curumbins e canções em concani (língua falada em Goa) ou ainda experimentar os trajes típicos.

Um "ar "mais oriental traz nova dinâmica à zona ribeirinha de Lisboa
O edifício da zona portuária de Alcântara foi totalmente remodelado para acolher as várias componentes do museu, num projecto que ficou a cargo dos arquitectos Carrilho da Graça e Rui Francisco, com um pequeno jardim concebido por Gonçalo Ribeiro Telles.Na cave, ficam instalados o centro de documentação (que pretende constituir uma referência na pesquisa de informação sobre a Ásia e as suas relações com Portugal) e uma cafetaria. Os três primeiros pisos são destinados às exposições, no terceiro piso ficam as reservas e áreas técnicas afectas ao acervo museológico e acima estão o centro de reuniões (com cinco salas), o auditório com 360 lugares e um restaurante com vista sobre o Tejo. Segundo Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente, os custos deste projecto situam-se entre os 25 milhões e os 30 milhões de euros.

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