Aos 86 anos

Morreu o cenógrafo Mário Alberto, fundador de A Barraca

04.10.2011 - 15:00 Por Lusa

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Uma das suas últimas vezes que apareceu em público foi em 2008 Uma das suas últimas vezes que apareceu em público foi em 2008 (DAVID CLIFFORD)
O cenógrafo Mário Alberto, co-fundador do Teatro Adoque e do grupo A Barraca, morreu hoje, em Lisboa, aos 86 anos. Pintor, cenógrafo, figurinista, profissional de teatro, cinema e televisão Mário Alberto nasceu no Lubango (ex-Sá da Bandeira), a 20 de Julho de 1925, e cresceu no Alentejo.

Discípulo de Yves Brayer e Henri Goetz, na Academia de La Grand Chaumiére, onde se inscreveu, em 1957, por conselho da pintora Vieira da Silva, expôs pela primeira vez na Galeria de Raymond Duncan, no final da década de 1950.

A sua estada em Paris foi financiada pela actriz Beatriz Costa, como revelou o próprio em várias entrevistas.

Fundador dos grupos de teatro Adoque e A Barraca, foi um dos principais responsáveis pela renovação da “Revista à Portuguesa” iniciada com “O Fim da Macacada”, no Teatro ABC.

Integrou centenas de revistas dos teatros de Lisboa, de todo o país e no estrangeiro, assinando os figurinos, os cenários, tendo sido igualmente co-autor de textos e director de montagens.

Foi professor de Cenografia, na Companhia de Teatro de Almada e na Escola de Circo - Secção de Teatro.

Dirigiu a cenografia de “Tem a Palavra a Revista”, que estreou no Maria Vitória no ano 2000, com cenários de António Casimiro, Avelino do Carmo, Eduardo Cruzeiro, Jorge Rosa, Juan Soutullo, Luís Furtado, Mário Alberto, Moniz Ribeiro e Octávio Clérigo.

Mário Alberto recebeu o Prémio de Cenografia da Casa da Imprensa em 1957, e o Prémio de Cenografia da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro pela cinematografia da adaptação dramática de “Valente soldado Schveik”, do escritor checo Jiri Hájek.

Foi o homenageado do Ano no Festival de Teatro de Almada, em 1990. Em 2008, foi homenageado no Teatro Nacional D. Maria II por iniciativa de A Barraca e da Câmara de Lisboa, sendo essa uma das últimas vezes em que apareceu em público.

Mário Alberto está representado no acervo do Museu do Teatro, em Lisboa, e em diversas colecções nacionais e estrangeiras.

O velório do cenógrafo realiza-se a partir das 20h no auditório da Sociedade Portuguesa de Autores, disse à Lusa fonte familiar. O funeral realiza-se na quarta-feira, às 15h30, para o cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Notícia actualizada às 17h35

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Comentário + votado

Um Grande Homem! Uma Grande Peresonagem!

Tive o privilégio de conhecer o Mário Alberto, homem e personagem polifacetada no teatro, na ...

HRamos

04.10.2011 17:39

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