Morais e Castro: perde-se “actor muito profissional” e “cidadão consciente”

22.08.2009 - 16:59 Por Lusa
O actor Rui Mendes considerou hoje que com a morte de Morais e Castro se perde um "actor muito profissional", mas também um "cidadão muito consciente e muito empenhado tanto na vida como nas pessoas". Morais e Castro, nascido em Lisboa em 1939, morreu ao início da tarde de hoje no Instituto Português de Oncologia (IPO) em Lisboa, vítima de cancro.
"Ainda estou muito emocionado com a notícia da morte de Morais e Castro, apesar de ser esperada, porque perco um grande amigo", disse Rui Mendes. O actor recordou ainda ter sido com Morais e Castro que se estreou no teatro, na peça "A Ilha do Tesouro", dirigida por António Manuel Couto Viana no então Teatro do Gerifalto.
Rui Mendes e Morais e Castro eram amigos "há cinquenta anos", trabalharam ainda juntos no Teatro Moderno de Lisboa e depois de 1974 no Grupo 4, que deu origem ao Teatro Aberto. Há uns anos que não trabalhavam juntos em teatro embora tivessem contracenado em televisão, referiu. "Além de grandes amigos, éramos como irmãos", concluiu Rui Mendes.
Também a actriz Irene Cruz considerou hoje a morte do actor Morais e Castro uma "grande perda para o teatro", acrescentando que o actor era "um grande lutador e um grande resistente".
"Morais e Castro era um grande homem" e a sua morte é uma "grande perda para o teatro, uma vez que era um lutador e um resistente", acrescentou. Morais e Castro, Irene Cruz, João Lourenço e Rui Mendes fundaram em 1974 o Grupo 4. Irene Cruz acrescentou ter recebido a notícia da morte de Morais e Castro com "grande consternação".
"Fomos sócios, éramos amigos e compadres, porque o Morais e Castro é padrinho de baptismo e de casamento do meu filho", disse a actriz, sublinhando que a sua relação com o actor falecido sempre foi muita amizade e proximidade. "Apesar de saber que ele estava muito mal e em grande sofrimento foi com grande consternação que recebi a notícia da sua morte", disse a actriz, sublinhando que o actor "não merecia ter tido um sofrimento tão grande como teve na doença".
Segundo a actriz, Morais e Castro - que era também advogado "e um excelente advogado" - deixou sempre esta profissão para segundo plano devido à "grande paixão" que nutria pelo teatro. "Que Deus o tenha em paz, são as únicas palavras que consigo dizer", sublinhou.

