Ministro da Cultura manifesta "grande contentamento" pelo resultado em Cannes

25.05.2009 - 07:34 Por Lusa
O ministro da Cultura manifestou o seu "grande contentamento" pela Palma de Ouro atribuída ontem ao realizador português João Salaviza pela curta-metragem "Arena", afirmando ser uma prova de que é "possível fazer bem" e ser-se reconhecido. A "curta" era o único filme português em competição para o principal galardão do festival de cinema internacional realizado anualmente em Cannes.
José António Pinto Ribeiro considerou que o prémio é "muito agradável para o país, para todos nós e é um grande estímulo que um jovem cineasta seja premiado". "Acho que é também muito estimulante para o novo cinema e para os novos cineastas", disse.
O governante citou as próprias palavras do realizador galardoado sobre a importância de receber apoios para desenvolver o seu trabalho, ao ter a "possibilidade de dispor de mais tempo para fazer as coisas bem, para estar concentrado nisso e para não ter de se preocupar com a vida quotidiana, mas poder dispor de si mesmo".
"E o resultado é este. E é tão bom, é tão apreciado e é premiado. Ficamos muito contentes e portanto cumprimos o nosso papel e a nossa missão que é de apoiar outros para que eles façam coisas que sejam sublimes e óptimas", afirmou. "Sobretudo o que isto significa é que é possível fazer bem. Aquelas dificuldades que muitas vezes nós inventamos de que é muito difícil ser reconhecido e difícil chegar lá, verifica-se, também neste caso, que não", acrescentou.
Esta curta-metragem é, para Pinto Ribeiro, a prova de que se pode "lançar um olhar novo sobre os outros, ver e ler de outra maneira e de uma forma, se calhar mais atenta, aquilo que são outras vidas e contar histórias sobre vidas de outras pessoas". Sobre o filme, referiu ser contada a história "específica de um homem, que está detido com uma pulseira em casa e que se vê confrontado com a necessidade de infringir uma regra para fazer o que lhe parece ser a defesa e o interesse mínimo seu".
"Esta história, esta dilaceração, este conflito de obrigações é uma coisa que surge em dadas situações e que ali é filmado exemplar", considerou ainda, sublinhando ser um exemplo para todos os que querem fazer cinema de que é "possível fazer, fazer bem, ter êxito e ser-se reconhecido".
O ministro fez várias tentativas para contactar pessoalmente João Salaviza, mas não conseguiu transmitir-lhe o prazer próprio, do Governo e do ICA. "É especialmente agradável quando se apoia um projecto e verificar-se que corre bem, que tudo é feito e que o realizador, o autor do projecto tem êxito e que é premiado", concluiu.


