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Pinto Ribeiro feliz depois de Sócrates admitir ter dado pouco dinheiro à Cultura

Ministro da Cultura disse que ia fazer mais por menos e tem orgulho nisso

25.07.2009 - 21:01

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O ministro da Cultura do Governo socialista fala de projectos feitos e por fazer O ministro da Cultura do Governo socialista fala de projectos feitos e por fazer (Rui Gaudêncio)
Em fim de legislatura, o primeiro-ministro, José Sócrates, acaba de assumir como erro ter investido pouco na Cultura. Num momento em que há decepção pública na área, José António Pinto Ribeiro, segundo ministro da Cultura do Governo socialista, fala de projectos, feitos e por fazer, e pergunta-se: "O que é que andei cá a fazer?" E dá a resposta. "Qualificar as pessoas, dar-lhes condições para serem livres."

Estava à espera dessa admissão pública do primeiro-ministro? Afinal é preciso mais dinheiro para a Cultura, ao contrário do que disse no início do seu mandato?

Aquilo que disse não foi que queria menos dinheiro, foi que era necessário fazer mais e melhor com menos. Isso significa sobretudo multiplicar aquilo que se tem e fazer com que aquilo que se tem permita fazer muito mais e melhor. Sobretudo, a noção de que cada uma das coisas que se faz custe menos: poupar no esbanjamento e na redundância e pensar em parceria com outros, numa rede, de modo a envolver outras pessoas, entidades, agentes culturais, autarquias.

O que fez a seguir à admissão de Sócrates? Falou com o primeiro-ministro? Já acordaram um reforço orçamental?

Essa declaração do primeiro-ministro encheu-me de contentamento. Significa que ao longo deste ano e meio o convenci da essencialidade do investimento na Cultura. A Cultura tem que ser uma política transversal e de comprometimento. O que fiz foi explicar que era preciso - depois de o Governo ter investido extraordinariamente em Conhecimento e Ciência - juntar a esses dois "c", outros dois: os "c" da Cultura e da Criatividade. É preciso passar de uma cultura do saber para uma cultura do fazer.

Qual foi o impacto deste desinvestimento na Cultura?

Não houve desinvestimento na Cultura, pelo contrário, houve um acréscimo do investimento na Cultura. Fazer mais e melhor com menos é compreender que é preciso um grande rigor na execução dos orçamentos. É preciso orçamentar bem e aplicar bem aquilo que se tem, ou seja, gastar tudo aquilo que se tem. Se um ministro não gasta tudo, não tem legitimidade nem razão para ir ter com o primeiro-ministro e dizer; "Eu preciso, no próximo Orçamento, de mais."

Por várias razões, houve muitos anos em que não se gastou aquilo que estava orçamentado. Em 2008, gastámos mais do que tínhamos. Pela primeira vez, tal como em 1998, gastou-se mais do que tínhamos.

Não se arrepende, portanto, de ter dito que ia fazer mais com menos?

Não, não... Eu disse que era preciso... eu vou ler: "... Fazer mais e melhor com menos, isto só é possível com a mobilização das pessoas, dos agentes culturais e de toda a população."

Essa será a sua marca política. Tem orgulho em ter essa marca?

Sim, com certeza. Aquilo não foi dito inconscientemente. Aquilo em que me empenhei fazer foi isso: parcerias e rede com outros para fazer mais.

Quase parece que afinal não é preciso mais dinheiro...

Não, mas quando cheguei o Orçamento estava fechado.

É possível ser ministro da Cultura com 0,4 por cento do Orçamento total do Estado?

É sempre possível face às circunstâncias fazer alguma coisa - não fugir a elas, enfrentá-las e fazer algumas coisas. O orçamento deve crescer? Obviamente que sim. O Orçamento do Estado deve dedicar à Cultura - porque desempenha uma função absolutamente essencial - recursos para o fazer.

E atingir o mítico 1 por cento?

Sim.

Onde é que houve a multiplicação de que fala?

O cheque-obra, o INOV-Art, a compra do Vieira Portuense, a compra do espólio do Fernando Pessoa, a parceria para a vinda do Sena, as parcerias com a Igreja Católica para a remodelação de 25 catedrais, o trabalho com autarquias para restauro dos quatro principais mosteiros - Jerónimos, Tomar, Alcobaça e Batalha. Tudo isso é feito usando recursos de outros.

No cheque-obra (um por cento das obras públicas é dado pelo construtor para recuperar património), quanto é que o ministério já recebeu?

650 mil euros [de dois concursos]. Um, eu gostava que fosse para o Palácio de Queluz para limpar e pintar a cantaria, porque é um edifício classificado e emblemático e é usado pela Presidência da República para receber hóspedes do Estado.

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sao amigas

Eu sou de historia e conheci bem na pele a treta que ha nos coches, infelizmente trabalhei muito ...

Anónimo

31.07.2009 01:40