Ministra da Educação diz que não há "solução única" para promover o português

22.03.2010 - 10:20 Por Lusa
A ministra da Educação considera que não existe “uma solução única” para promover a língua portuguesa no mundo e defende a troca de ideias num trabalho “em conjunto” da comunidade de países envolvidos. A Conferência Internacional sobre o futuro da língua portuguesa começa na quinta-feira em Brasília e decorre até dia 31, culminando com a VI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Questionada sobre qual seria a medida mais importante para promover o português a nível internacional, Isabel Alçada considerou “um pouco reducionista” eleger uma única e principal medida. “Desde muito cedo aprendi que quando pensamos numa solução única estamos, por definição, a errar”, sustentou.
“Há sempre uma polissemia de soluções. Nós temos sempre várias possibilidades. E temos também que admitir que a nossa ideia deve ser posta em contacto com as ideias dos outros, e que em conjunto possamos ir mais longe”, defendeu.
O encontro que arranca dia 25 decorre em duas etapas: a primeira reunirá escritores, académicos, professores, editores, jornalistas e outros profissionais diretamente vinculados à difusão da língua para reflexões sobre o fortalecimento do ensino do idioma, sua implantação em organizações internacionais e a importância das diásporas de cidadãos da CPLP.
A segunda etapa, nos dias 29 e 30, consistirá em reuniões das delegações governamentais dos países da CPLP para a discussão de um programa de ações.
No dia 31, durante a Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros, os chefes da diplomacia da CPLP vão analisar estratégias e acções para projeção da língua portuguesa para encaminhar recomendações à próxima Cimeira da Comunidade, a ser realizada em Julho, em Luanda.
Paralelamente à conferência e à reunião ministerial, decorre uma semana cultural da língua portuguesa em Brasília, com uma mostra de cinema lusófono, diversas mesas redondas sobre literatura, a relação do português com outras línguas, inserção na Internet e os dialetos falados nos países africanos.
Além dos oito estados membros da CPLP - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste -, participarão nas discussões representantes da Guiné-Equatorial, Ilhas Maurícias e Senegal, na qualidade de estados observadores associados.

