Entrevista ao "Jornal de Notícias"

Ministra da Cultura recusa críticas sobre mudança na gestão dos teatros nacionais

28.11.2010 - 14:18 Por PÚBLICO

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Gabriela Canavilhas tece críticas a Ricardo Pais e a Diogo Infante Gabriela Canavilhas tece críticas a Ricardo Pais e a Diogo Infante ()
Gabriela Canavilhas alerta para o perigo de o Teatro Nacional São João não sobreviver a uma nova redução do orçamento e defende que as mudanças previstas na gestão financeira dos dois teatros nacionais vão canalizar mais recursos para a programação. Em entrevista ao “Jornal de Notícias”, a ministra da Cultura aponta o dedo a Ricardo Pais e a Diogo Infante pela recente vaga de críticas às mudanças anunciadas.

Questionada sobre a perda da autonomia financeira do TNSJ, a responsável pela pasta da Cultura garante que a única diferença entre os dois modelos de gestão “é que a dotação vai para o Opart [Organismo de Produção Artística] que a distribui pelos Teatros”, em vez de ser o ministério directamente a distribuir a dotação. “A perda de autonomia financeira é um mito. […] As estruturas comuns vão ter que ser optimizadas. Neste momento, existem 14 contratos para manutenção de elevadores nos diferentes teatros. Não faz sentido!”, afirma.

Apesar das críticas de um antigo director do TNSJ, Ricardo Pais, e do actual director do Teatro Nacional de D. Maria II, Diogo Infante, a ministra assegura que esta medida pretende racionalizar meios. “Sem o modelo proposto, o TNSJ não sobrevive a uma nova redução orçamental, porque já está no limite das suas capacidades orçamentais”. Canavilhas acusa Pais de estar nos bastidores das críticas e revela que Infante foi dos primeiros a saber do novo modelo de gestão, com o qual concordou. A ministra acusa o director do TNDM II de ter mudado de opinião só depois de surgir contestação.

À pergunta sobre se aceitaria hoje assumir o cargo de ministra da Cultura a resposta foi evasiva: “Não sei se aceitaria. […] Comecei o mandato cheia de expectativa de que estavam criadas as condições para consolidarmos o nosso tecido cultural. Esperava uma legislativa serena. A verdade é que, dois ou três meses de depois, caiu-nos esta hecatombe no colo”.

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amadores

não sabem o que fazem, nem sequer são diletantes, são mesmo só de ir na onda, ...

fernando mora ramos

29.11.2010 22:24