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Ministra da Cultura oferece Casa das Artes mas Fantasporto recusa mudança

01.03.2010 - 10:34

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Ainda não se sabe onde se realizarão as próximas edições do festival Ainda não se sabe onde se realizarão as próximas edições do festival (Fernando Veludo/NFactos)
A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, prometeu à organização do Fantasporto que o festival se poderia realizar na futura Casa do Cinema se a Câmara do Porto não ceder as instalações do Teatro Rivoli no próximo ano. Mário Dorminsky, um dos fundadores do evento, sublinhou a "gentileza", mas afirma que o espaço oferecido não cumpre os requisitos necessários para a realização do festival.

Apesar da grande afluência de público, no fim-de-semana de abertura da trigésima edição do Fantasporto, mantêm-se as incertezas quanto à sala que albergará as próximas edições do festival.

Na sexta-feira, na sessão de abertura, Gabriela Canavilhas mostrou-se disponível para o diálogo com a organização e ofereceu as instalações do pólo da Cinemateca, que "abre no Porto até ao final deste ano", para receber o festival. Dorminsky assinala a "abertura ao diálogo" preconizada pela ministra. Contudo, encara uma possível deslocação para a Casa das Artes, na Rua de Guerra Junqueiro, onde será a sede da Cinemateca, como sendo um "retrocesso". O organizador entende que, após 30 anos, o festival, "reconhecido internacionalmente", teria que sofrer uma reestruturação que implicaria uma limitação em termos de público, tendo em conta que as dimensões do espaço em causa são mais reduzidas do que as do Rivoli.

Perante estas indecisões e face aos "escassos fundos públicos" canalizados para o evento, que depende em cerca de 65 por cento de patrocínios privados, Dorminsky afirma que, "pela primeira vez", não desfruta em pleno do evento e acentua as diferenças entre os apoios financeiros do Estado a festivais de cinema recentes da área de Lisboa. "Sem querer desvalorizar o mérito dos organizadores", Dorminsky aponta como exemplo o Festival de Cinema do Estoril, com quatro anos de existência, que recebe 700 mil euros do Instituto do Turismo de Portugal, "quando o Fantasporto, com 30 edições", recebe 55 mil.

Certa é, de acordo com o fundador do Fantas, a permanência do evento na cidade. "O Fantas não faz sentido fora do Porto", refere. Afirma que este é um festival "da Cidade-Berço do cinema português" e, nesse sentido, ao contrário do que aconteceu ao "tecido empresarial português que debandou para Lisboa", afirma ser de extrema importância não deixar que o mesmo aconteça com a Cultura.

Quanto à actual edição do Fantas, Dorminsky afirma que o saldo do arranque é "bastante positivo", tendo o Rivoli registado, entre sexta-feira e sábado, oito sessões esgotadas. A ausência da tenda na Praça de D. João I é encarada pelo mesmo como pouco relevante, já que as actividades que nela se realizavam deslocaram-se para um piso superior do teatro, como noutras edições, o que, segundo Dorminsky, tem contribuído para uma maior interacção entre o público, organização e convidados.

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Comentário + votado

.......

Só quero dizer que sinto uma vergonha profunda por esta ministra ter aprovado uma ...

Anónimo

01.03.2010 19:18

X

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