O Ministério da Cultura manifestou esta tarde "a maior consternação pelo falecimento da artista plástica Vera Castro", esta madrugada, vítima de doença oncológica.
Numa nota divulgada hoje, a ministra da Cultura e o secretário de Estado da Cultura, em nome do Governo e em seu nome pessoal, sublinham a actividade criativa "amplamente reconhecida pelos mais prestigiados profissionais na área da dança, do teatro e da ópera, em Portugal" de Vera Castro.
Os dois membros do Governo lembram ainda "a actividade docente", no âmbito da qual Vera Castro "muito contribuiu para a qualificação de novos profissionais das artes".
Como pintora, Vera Castro fez várias exposições individuais e colectivas, estando algumas das suas obras na colecção do Ministério da Cultura.
No teatro e dança, assinou a cenografia e figurinos de espectáculos com encenadores como Ricardo Pais, José Wallenstein, João Lourenço, Ana Tamen, Jorge Listopad, Rogério de Carvalho, Nuno Carinhas, Filipe La Féria e Cucha Carvalheiro. Criou ainda figurinos para obras de Olga Roriz, Paulo Ribeiro, Né Barros, Rui Lopes Graça e Mehmet Balkan.
Em 1992, venceu o Prémio Sete de Ouro para os melhores figurinos por “Estrelas da Manhã” e “A Gaivota”, e no ano seguinte o Prémio da Crítica de Cenografia, também por “Estrelas da Manhã”.
Vera Castro morreu esta madrugada no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, onde se encontrava internada há cerca de uma semana.
A ESTC indicou que o corpo da cenógrafa estará em câmara ardente a partir das 14h30 de hoje na Basílica da Estrela, em Lisboa, de onde sairá o funeral, marcado para as 11h00 de amanhã. O funeral decorre no cemitério do Alto de São João, onde o corpo será cremado.


