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Maria João Seixas é a nova directora da Cinemateca Portuguesa

07.12.2009 - 23:30 Por Kathleen Gomes

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Maria João Seixas vem preencher o lugar que foi de João Bénard da Costa, desaparecido este ano Maria João Seixas vem preencher o lugar que foi de João Bénard da Costa, desaparecido este ano (Enric Vives Rubio)
A jornalista Maria João Seixas, de 64 anos, é a nova directora da Cinemateca Portuguesa, iniciando funções a partir de Janeiro, um ano depois de João Bénard da Costa ter abandonado o cargo por motivos de saúde. O anúncio oficial, por parte da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, está anunciado para o final desta semana.

A escolha de Maria João Seixas vem pôr fim ao vazio criado pelo desaparecimento de Bénard da Costa, em Maio deste ano. O anterior titular da pasta da Cultura, José António Pinto Ribeiro, não nomeou um novo director e deixou a indefinição prolongar-se durante meses, apesar da sua longa ligação à Cinemateca (durante anos, foi jurista daquela instituição).

Pedro Mexia, que ao longo do último ano assumiu a direcção interina da Cinemateca, manter-se-à como subdirector, cargo para o qual foi nomeado por Bénard da Costa, em Abril de 2008.

Nascida em Moçambique, Maria João Seixas é licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa. Foi assessora do primeiro-ministro António Guterres para os assuntos culturais, e mandatária das candidaturas de Jorge Sampaio e de Mário Soares à presidência da República, e de Manuel Maria Carrilho à presidência da Câmara de Lisboa. Entre 1974 e 1976, foi secretária e adjunta do major Vítor Alves nos cargos que este ocupou em diversos governos provisórios no período pós-revolucionário. Mais tarde, foi também assessora de Maria de Lurdes Pintassilgo quando esta presidia a Comissão da Condição Feminina.

Desde a década de 70, trabalhado periodicamente na RTP, como autora e apresentadora em programas de temática cultural. Em 2005, gravou para a televisão pública uma série de conversas com a escritora Agustina Bessa-Luís, Ela Por Ela. No cinema, tem colaborado com o realizador Fernando Lopes, com quem esteve casada – ente outros filmes, foi co-argumentista de O Delfim (2002), adaptação ao cinema da obra homónima de José Cardoso Pires, e co-autora do filme Lissabon, Wuppertal, Lisboa sobre a coreógrafa Pina Bausch. Mais recentemente, colaborou num documentário sobre a cantora lírica Luísa Todi, produzido para a RTP2 pela Midas Filmes. Na imprensa escrita, tem trabalhado sobretudo como entrevistadora – entre 1999 e 2006, fez uma série de entrevistas para a revista Pública intitulada Conversa com Vista para..., que foi depois editada em livro pela Gótica. Faz parte do painel de comentadores do programa da Antena 2 Um Certo Olhar.

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Caríssimos...

Primeiro que tudo, dar-vos nos canhotos... Como é possível que regurgitam tanta ignorância do alto ...

Janeco

10.12.2009 17:01

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