O deputado socialista Manuel Alegre ficou hoje “muito triste” com a morte de Eduardo Prado Coelho, que considerou ter sido “um homem que marcou a cultura portuguesa e abriu caminho à mudança e vanguarda”.
“É muito triste ver desaparecer assim um amigo e companheiro”, afirmou à agência Lusa.
Manuel Alegre disse à Lusa que ficou surpreendido com a morte do amigo, porque tinha estado com ele há dias na Foz do Arelho e ele pareceu-lhe “em franca recuperação”.
“Eduardo Prado Coelho era o intelectual mais brilhante da minha geração”, defendeu Manuel Alegre, lembrando que o professor e ensaísta tinha abordado temas diversificados que vão desde o fado, ao cinema ou à moda.
Recordou-o ainda como homem de esquerda, “bastante pragmático” e considerou-o um homem de vanguarda, aberto ao movimento e à mudança.
“Nem sempre estivemos de acordo mas travámos muitos combates juntos”, disse Manuel Alegre salientando que Prado Coelho integrou a comissão política da sua candidatura à presidência da República.
O professor e ensaísta Eduardo Prado Coelho, de 63 anos, faleceu hoje de manhã na sua residência em Lisboa.


