Lisboa

Manoel de Oliveira “sensibilizado” com a atribuição do seu nome a uma sala do S. Jorge

29.04.2011 - 15:50 Por Lusa

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Realizador tem uma sala de cinema com o seu nome Realizador tem uma sala de cinema com o seu nome (Paulo Pimenta)
A sala principal do Cinema S. Jorge passa a partir deste sexta-feira a ostentar o nome do realizador Manoel de Oliveira, que se afirmou “sensibilizado” com a iniciativa da câmara da capital.

“Estou muito sensibilizado e é algo que nunca esperei, não sou o melhor, sou sim o mais velho cineasta, e é só por essa razão que dão o meu nome a uma sala do S. Jorge, o que vai deixar os meus bisnetos muito contentes”, disse o realizador de 102 anos.

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e Manoel de Oliveira, acompanhado da mulher, Maria Isabel Carvalhais, descerraram a placa com o nome do realizador que passa a encimar a entrada da sala 1 do S. Jorge, na avenida da Liberdade, em Lisboa.

A cerimónia, muito concorrida por personalidades da cultura, nomeadamente do cinema, começou pontualmente às 19:00.

A vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, afirmou que esta é “uma homenagem da cidade [de Lisboa] e da câmara”, festejando os 70 anos de actividade de Oliveira.

A obra de Manoel de Oliveira “integra o nosso imaginário” (...) “nem sempre o reconhecimento da sua obra foi imediato mas é hoje reconhecido pelo mundo inteiro”, disse a vereadora.

A autarca salientou ainda ser “uma homenagem simbólica num dos cinemas mais emblemáticos e com maior vitalidade” da cidade e por onde passam “todos os festivais cinema”.

Após o descerramento da placa foi exibido na agora sala Manoel de Oliveira, o filme “O Estranho Caso de Angélica” (2010) co-produção luso-hispano-francesa do realizador portuense e que conta com os desempenhos de Pilar López de Ayala, Filipe Vargas e Ricardo Trêpa, este último também presente no S. Jorge.

Entre outras personalidades estiveram hoje no Cinema S. Jorge a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Simonetta Luz Afonso, os realizadores João Botelho e Lauro António, os atores Leonor Silveira e Luís Miguel Cintra, e a directora da Cinemateca Portuguesa, Maria João Seixas.

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