Protesto mantém-se no interior

Manifestantes dizem ter sido aconselhados a sair "a bem" do Rivoli

16.10.2006 - 12:11 Por Lusa

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Os actores mantêm-se barricados no interiod do Teatro Rivoli Os actores mantêm-se barricados no interiod do Teatro Rivoli (João Abreu Miranda/Lusa)
O director da companhia Teatro Plástico, que esta noite promoveu a ocupação do Teatro Rivoli, no Porto, em protesto contra a privatização do espaço, disse que um assessor do vereador da Cultura aconselhou os manifestantes a saírem "a bem".

De acordo com Francisco Alves, uma das pessoas que estão a protestar no interior do Rivoli recebeu uma chamada de "um assistente ou assessor" do vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Fernando Almeida, a aconselhá-los a sair "a bem" por estarem a perturbar o normal funcionamento do espaço

Segundo o director do Teatro Plástico, a pessoa que ligou a um dos manifestantes terá dito que todas as questões poderão ser respondidas pelos canais habituais, nomeadamente a Assembleia Municipal.

Apesar de tudo, Francisco Alves garantiu que "as pessoas não vão sair do teatro", salientando que estão à espera "de que o vereador venha em pessoa dar resposta ao que é reivindicado".

"Apelo aos portuenses para que não deixem que isto se resolva" apenas na Câmara, disse Francisco Alves, considerando que a autarquia "não tem verdadeira legitimidade" para privatizar a gestão do Rivoli.

"Apelamos aos portuenses que se juntem a nós na entrada do Rivoli e apelamos à simpatia dos agentes policiais", disse ainda.

Francisco Alves considera que "o processo de privatização é profundamente nebuloso" e avançou que a reunião, que estava agendada para hoje, "foi desconvocada à custa de jogatana política e manobras de bastidores".

O Movimento Pelo Porto - Juntos no Rivoli iria promover hoje, às 21h30, no Teatro Helena Sá e Costa, um debate aberto à população, para discutir as propostas para a gestão do Rivoli nos próximos quatro anos. O director do Teatro Plástico frisou que este movimento é cívico e que "não há nenhum interesse em partidarizar a questão".

"É o prolongamento de um acto teatral. Aqui defende-se a continuidade deste espaço nas mãos dos portuenses, para que continue a ser um espaço de cultura e não gerido por empresas privadas que vão aproveitar para tornar o espaço rentável", concluiu.

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Será que esses senhores não tem de trabalhar??Quem...

Será que esses senhores não tem de trabalhar??Quem lhes está a pagar? Nós contribuintes! Por ...

Anónimo

17.10.2006 10:08

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