Na VII Cimeira da CPLP que decorre em Lisboa, Lula da Silva disse que esta é uma grande oportunidade para fortalecer a língua portuguesa e coordenar a posição sobre a crise alimentar e a segurança energética.
A reunião "representa uma oportunidade para fazer de nossa identidade linguística e cultural cada vez mais uma realidade com voz e peso na comunidade internacional", disse o Presidente brasileiro.
Durante a reunião dos chefes de estado da CPLP, Lula da Silva vai insistir para que os países que ainda não ratificaram o Acordo Ortográfico façam-no rapidamente.
O Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal já ratificaram o acordo e todos os seus protocolos modificativos, falta ainda a regularização por parte de Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.
O Presidente destacou o problema do preço dos elementos e da crise energética como temas a serem discutidos. A coordenação entre os países de língua portuguesa parece ser a palavra de ordem para Lula da Silva.
“O Presidente vai reafirmar que a actual crise alimentar resulta do aumento de pessoas com acesso a alimentação com maior qualidade e quantidade em países em desenvolvimento e da alta do preço do petróleo, que se repercute no transporte e no preço dos fertilizantes", afirmou Marcelo Baumbach, porta-voz da Presidência do Brasil.
Para o governo brasileiro a inflação no preço dos alimentos vai continuar enquanto o proteccionismo agrícola dos países ricos durar.
Lula sugere o investimento rápido na tecnologia de produção agrícola, armazenagem e distribuição, bem como na produtividade e na agro-indústria que gera empregos e renda e aposta na cooperação com os países mais pobres da CPLP.
"Dentro do espírito de solidariedade que rege a nossa Comunidade, é prioritário ver como podemos aprofundar os esforços colectivos já em curso para ajudar os nossos irmãos da África lusófona e de Timor-Leste no caminho ao desenvolvimento sustentável", declarou o Presidente brasileiro à Lusa.
O problema da imigração poderá também ser abordado por Lula da Silva durante a Cimeira ou no encontro bilateral que terá com o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva.


