Um passeio às hortas do Campo Grande na companhia de personagens de outras épocas e outras actividades gratuitas marcam hoje o centésimo aniversário do Museu da Cidade de Lisboa, que quer agora lançar-se num "percurso de mudança".
A partir das 10h00, o primeiro museu português a desenvolver investigação arqueológica a nível urbano será ocupado por mais de 30 personagens históricas do final do século XIX e do início do século XX, como fadistas, marialvas ou vendedores.
O cenário da festa, de entrada livre, inclui também barracas de fantoches, danças de ciganas, jogos tradicionais e um piquenique com gastronomia típica da capital.
Segundo a directora Ana Cristina Leite, os 100 anos vão motivar o lançamento, em finais de Agosto, da campanha de rua "Lisboa tem histórias", uma iniciativa que pretende invadir a cidade com os percursos de 20 pessoas comuns que ajudaram a construir a capital.
O principal objectivo é apresentar o Museu como um equipamento dinâmico e em constante diálogo e interacção com a cidade e as suas gentes, uma vez que, apesar de o número de visitantes ter vindo a aumentar, a equipa constatou que o grande público "não conhece o Museu da Cidade".
Criado a 15 de Julho de 1909, data da aprovação da proposta do vereador republicano Tomás Cabreira, o museu arrancou nos Paços do Concelho, passou pelo Carmo e pelos palácios Galveia e Mitra e, em 1979, foi finalmente instalado no Palácio Pimenta, no Campo Grande
O município, gestor do museu, está actualmente a ponderar uma remodelação do equipamento.


