A empresa norte-americana Kodak, que declarou falência a 19 de Janeiro, já não quer estar associada aos prémios de cinema mais importantes de Hollywood. A gigante e pioneira mundial da fotografia de massas pediu que o seu nome fosse retirado do teatro que há dez anos acolhe a cerimónia de entrega dos Óscares.
A Kodak levou o pedido a tribunal, de forma a conseguir rescindir o contrato com o teatro de Los Angeles, defendendo que devido à crise financeira por que está a passar não tem condições de continuar a assumir o patrocínio, avança a AFP.
No contrato, que remonta a 2001 e válido por 20 anos, a Kodak acertou com a empresa TrizecHahn Hollywood, que detém o espaço, o pagamento de um montante para ter o seu nome associado ao teatro, como em qualquer contrato publicitário. Segundo os números avançados pela imprensa norte-americana, por 75 milhões de dólares (cerca de 57 milhões de euros), a Kodak teria não só o seu nome associado ao teatro, como a sua marca constaria também nos 3332 lugares sentados.
Para este ano, a empresa teria de pagar quatro milhões de dólares (cerca de três milhões de euros) mas com a declaração de falência, não se encontra em condições de cumprir o contrato.
O caso vai ser ouvido pelos juízes a 15 de Fevereiro, apenas a 11 dias da cerimónia dos Óscares 2012, que acontece no dia 26, tornando praticamente impossível a assinatura de um novo acordo publicitário com outra marca a tempo da cerimónia.
O Kodak Theater, inaugurado em Novembro de 2001, recebeu a primeira cerimónia dos Óscares em 2002. O teatro foi construído com o objectivo de devolver os Óscares ao coração de Hollywood, estando mesmo em frente ao Hotel Roosevelt, local onde aconteceu a primeira edição dos prémios da academia norte-americana.
Segundo o The Hollywood Reporter, a Academia não põe de parte a possibilidade de mudar a cerimónia de lugar, sendo o Nokia Theater apontado como a próxima casa dos prémios.
Com o pedido de falência, a Kodak visa obter liquidez para se poder reestruturar.


