"Não sabia que tinha morrido". Foi pelo PÚBLICO.PT que o realizador português Joaquim Sapinho recebeu comovido a notícia da morte de Ingmar Bergman, aos 89 anos. Para Sapinho, a herança de Bergman é mais do que do cinema — é da humanidade.
"Bergman está para lá da história do cinema. É a vida. A morte dele toca-me pela questão de sermos humanos e não tanto pelo realizador. É por isso que estou triste", disse Joaquim Sapinho, para quem a obra de Bergman "é um hino à vida, à juventude, à velhice".
"Bergman é a vida, a verdadeira vida, e não a vida do cinema. E o primeiro realizador a filmar a juventude. Fico assim comovido", disse Sapinho. "Os grandes planos de Bergman são diferentes, são de humanidade", realçou.
Joaquim Sapinho destacou ainda a capacidade de Bergman de usar o cinema como instrumento para dar a conhecer a vida e de conseguir, com um rosto apenas, construir toda uma história, através "de todo o conflito que há numa pessoa".
"Há um filme de Bergman para cada etapa da vida. A sua obra é uma celebração da vida", concluiu.


