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Morte aos 89 anos

Joaquim Sapinho: "Bergman é um hino à vida"

30.07.2007 - 13:12 Por Ana Machado

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Para Joaquim Sapinho os grandes planos de Bergman são de humanidade Para Joaquim Sapinho os grandes planos de Bergman são de humanidade (Gunnar Seijbold/Reuters)
"Não sabia que tinha morrido". Foi pelo PÚBLICO.PT que o realizador português Joaquim Sapinho recebeu comovido a notícia da morte de Ingmar Bergman, aos 89 anos. Para Sapinho, a herança de Bergman é mais do que do cinema — é da humanidade.

"Bergman está para lá da história do cinema. É a vida. A morte dele toca-me pela questão de sermos humanos e não tanto pelo realizador. É por isso que estou triste", disse Joaquim Sapinho, para quem a obra de Bergman "é um hino à vida, à juventude, à velhice".

"Bergman é a vida, a verdadeira vida, e não a vida do cinema. E o primeiro realizador a filmar a juventude. Fico assim comovido", disse Sapinho. "Os grandes planos de Bergman são diferentes, são de humanidade", realçou.

Joaquim Sapinho destacou ainda a capacidade de Bergman de usar o cinema como instrumento para dar a conhecer a vida e de conseguir, com um rosto apenas, construir toda uma história, através "de todo o conflito que há numa pessoa".

"Há um filme de Bergman para cada etapa da vida. A sua obra é uma celebração da vida", concluiu.

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