O antigo líder dos Pulp vai ser homenageado pela Sheffield Hallam University. Jarvis Cocker, que actuou em Portugal recentemente, no Festival de Paredes de Coura, afirmou que a universidade o ajudou a começar a carreira de duas formas: como músico e depois como artista.
Foi no Politécnico de Sheffield – que viria a tornar-se na universidade – que o músico deu os primeiros passos enquanto tal. Jarvis estudou num curso de acesso (cursos que permitem, através de um período de qualificação, a entrada para o ensino superior) em artes, o que o permitiu ganhar um lugar na Central St. Martin's College of Art and Design in London.
Já com os Pulp, entregou um EP ao conhecido crítico de música John Peel, que não hesitou em reservar-lhes um lugar no seu programa de rádio, em 1981, ajudando a banda a adquirir maior popularidade.
Num caso raro em que os membros de uma banda decidiram qualificar-se, só em 1990 os Pulp decidiram partir para a estrada, já com habilitações universitárias, liderados por Jarvis Cocker, alcançando a fama que lhes permitiu, em 1994, serem nomeados para o prestigiado britânico Mercury Prize.
A partir de 1999, segundo o site da Sheffield Hallam University, o músico expandiu o seu repertório, lançando ao mesmo tempo uma bem-sucedida carreira a solo, não só a nível musical mas também como realizador, produtor de rádio e artista.
Jarvis afirma que “é óptimo receber um Doutoramento Honoris Causa” da universidade de Sheffield que é não só a sua terra natal como a faculdade em que se licenciou. “O que o torna ainda mais especial”, confessa. “Sheffield Hallam iniciou a minha carreira em dois sentidos – primeiro como músico porque John Peel nos ‘descobriu’ no Politécnico de Sheffield. E posteriormente como artista. Se o Politécnico de Sheffield nunca me tivesse permitido estudar num curso de acesso, nunca poderia teria tido um lugar em St. Martin’s”.
Uma das razões para a entrega deste prémio é o facto de a maior parte das letras das canções dos Pulp fazerem referência a Sheffield. Segundo o site da universidade, Jarvis Cocker acredita que a música deve ter um forte sentido de lugar.



