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Produtor do filme "fados" defende-se da acusação do neto de Alfredo Marceneiro

Ivan Dias: “Fado da Saudade” foi uma interpretação de um fado popular

11.02.2008 - 18:13 Por Lusa, Sofia da Palma Rodrigues

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"Fado da saudade" é mais uma das muitas interpretações feitas do fado menor "Fado da saudade" é mais uma das muitas interpretações feitas do fado menor (Daniel Rocha/PÚBLICO (arquivo))
Carlos do Carmo e Fernando Pinto do Amaral, intérprete e letrista do "Fado da Saudade" que abre o filme "Fados", fizeram uma reinterpretação de um fado menor que não tem registo, defende Ivan Dias, um dos produtores executivos da película, em resposta a Vítor Duarte Marceneiro, neto do fadista Alfredo Marceneiro, que hoje reivindicou para o seu avô a autoria da música e a cobrança de direitos de autor.

Ivan Dias afirma que as declarações de Vítor Duarte Marceneiro não fazem qualquer sentido: “O fado era popular, a letra e a interpretação originais, por isso, para nós, não há polémica”.

O produtor defende que o tratamento dado ao “Fado da Saudade” foi exactamente o mesmo que Alfredo Marceneiro já havia levado a cabo.”Usámos o fado menor em forma de versículo, uma música popular e vadia, e demos-lhe uma letra e uma interpretação originais. Pegámos na mesma música popular que o próprio Alfredo Marceneiro já tinha adaptado”.

Segundo Lucas Serra da SPA, foi pedida uma autorização para a utilização do fado menor que lhe pareceu perfeitamente exequível. Aparentemente, “Fado da Saudade” é mais uma das muitas reinterpretações feitas de fados vadios, é, segundo Ivan Dias, um fado menor na forma de versículo e não o fado menor em versículo que Vítor Duarte Marceneiro reinvidica.

"Os direitos de autor deste tema não foram pagos, a ficha técnica do filme e da banda sonora não dizem que o autor é o meu avô", disse hoje à Lusa Vítor Duarte Marceneiro.

"O fado ["Fado da Saudade"] está muito bem cantado no filme, a letra é muito boa, não é isso que está em causa, mas a música não foi composta de propósito para o filme", sublinhou o neto de Alfredo Marceneiro, que reclama a cobrança de direitos de autor pelo uso da música tanto na banda sonora como no filme.

O herdeiro do fadista informou hoje a SPA e a Academia de Cinema de Espanha, que atribui os Goya, sobre essa omissão da autoria da música de "Fado da Saudade".

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Sou português e tenho orgulho de o ser. Gosto muito de fado e tenho orgulho de gostar. Não sei ...

Luis Sousa

21.03.2008 17:10

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