Dez anos depois da morte da escritora e filósofa britânica Iris Murdoch, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) acolhe, amanhã e depois, um colóquio destinado a aprofundar o estudo e a divulgar a obra de uma autora relativamente pouco conhecida em Portugal – a sua única obra disponível nas livrarias é “O Príncipe Negro”, de 1973, editado pela Relógio d’Água.
O encontro, uma organização conjunta do Instituto de Literatura Comparada da FLUP com o Clube Literário do Porto, destinar-se-á não apenas, segundo os organizadores, ao “aprofundamento académico do estudo da obra filosófica e literária da autora britânica, mas também à divulgação da mesma junto do público universitário e da sociedade civil”. As sessões decorrerão no anfiteatro nobre da Faculdade de Letras portuense, no pólo universitário do Campo Alegre, e a entrada é livre.
O colóquio contará, refira-se, com a presença de Anne Rowe, a directora da Iris Murdoch Society, da Kingston University, de Inglaterra, estando prevista a participação de académicos de universidades de Espanha, Inglaterra, Itália, Portugal, EUA, Turquia, Irão, Taiwan e Índia.
Iris Murdoch (1919-1999) nasceu em Dublin, na Irlanda, e é conhecida sobretudo pela sua obra enquanto autora de romances de carácter ético e sexual. O seu livro de estreia, “Under the Net”, publicado em 1954, foi considerado um dos cem melhores romances do século XX em língua inglesa.


