O fósforo serve de tema a uma mostra colectiva que está patente na galeria Artside, em Lisboa. Aos artistas que participaram no projecto - 175 portugueses e estrangeiros – foi pedido que numa pequena tira de papel de cinco por três centímetros criassem uma história, um retrato, uma caricatura, uma ilustração que coubesse numa caixa de fósforos. O resultado pode ser visto até 8 de Fevereiro.
“A temática é sempre à volta do fósforo, mas há artistas que divagam um bocadinho”, explicou à Lusa Daniel Makosch, da Artside, situada em Santos.
Organizada pelo Centro de Arte Contemporânea da Letónia, a mostra, intitulada “O último fósforo”, chega agora a Lisboa, a primeira cidade a acolher a exposição este ano, com a colaboração da associação Chili Com Carne.
Entre os artistas convidados contam-se Mike Diana, Jeffrey Brown, Roberta Gregory, Daisuke Ichiba e também autores portugueses como Pedro Zamith, João Maia Pinto, Catarina Aguiar, Luís Henriques, André Lemos e Filipe Abranches.
A exposição, que estará na Artside até Fevereiro, é itinerante e seguirá para localidades de outros países. Dado o reduzido formato, o seu transporte é fácil e relativamente barato, já que as obras são enviadas por correio.
Segundo Daniel Makosch, as ilustrações são acomodadas em sete caixas de fósforos, feitas ainda no tempo da antiga União Soviética, às quais se acrescenta uma oitava caixa, essa sim com fósforos que servem de suporte às obras de arte.
A cada nova cidade onde estará exposta, a exposição “O último fósforo” vai incluindo as obras dos artistas locais, pelo que as ilustrações dos portugueses passam agora a fazer parte desta mostra colectiva.
Nas galerias que acolherem a exposição haverá à venda obras de alguns dos artistas convidados.
“O último fósforo” é a primeira exposição que a galeria/loja Artside acolhe, desde que abriu em Outubro.



