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Do século XVI

Historiadora encontra mapas sobre a costa de Cascais em Roma e Madrid

12.11.2009 - 12:18 Por Lusa

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A historiadora e arqueóloga Margarida Magalhães Ramalho descobriu, em Madrid e em Roma, mapas do século XVI que revelam informações até agora desconhecidas sobre as fortificações da costa de Cascais durante o período filipino em Portugal, entre 1580 e 1640.

A referência das fortificações de Cascais nestes mapas, no período que antecede a invasão espanhola comandada pelo duque de Alba, "reflecte a importância estratégica que terão tido na defesa de Lisboa", adiantou Margarida Ramalho.

Há mais de 20 anos a estudar as fortificações cascalenses, a historiadora encontrou nos arquivos espanhóis da Casa dos Duques de Alba e num arquivo militar italiano na cidade de Roma duas plantas cartográficas anónimas, do século XVI, até agora desconhecidas.

"Quando soube que havia um documento na posse dos Duques de Alba sobre Cascais fui de imediato para Madrid", revelou, sublinhando que a planta por si encontrada, em 2006, continha uma descrição muito pormenorizada sobre a costa daquela vila entre São Julião da Barra e o Mexilhoeiro. "Esta planta mostra a fortaleza de Nossa Senhora da Luz e o antigo castelo da vila, um forte provisório de madeira, mandado construir no tempo dos governadores", acrescentou.

Depois disso, a historiadora soube também que poderia haver novos dados num arquivo em Roma. No entanto, só passados dois anos e depois de ter a certeza da existência de tais documentos, é que se dirigiu à capital italiana.

Assim, em Junho deste ano, conseguiu ter acesso a um álbum de cartografia do século XVI (Atlante), que continha mapas de fortificações de vários países, entre os quais Portugal, onde constava uma planta da fortaleza de Nossa Senhora da Luz.

"O interessante é que, a par de uma outra planta da Torre do Outão, em Setúbal, são as únicas fortalezas portuguesas descritas num importante Atlante onde se encontram desenhadas fortificações de vários países", desvendou a historiadora. "O facto de estarem retractados apenas estes dois fortes demonstra a importância estratégica que Cascais e Setúbal tinham na defesa marítima de Lisboa", frisou a investigadora.

Prometendo continuar a investigar novas pistas sobre a costa de Cascais, Margarida Magalhães Ramalho revelou ainda ser possível existir um terceiro mapa, arquivado em Florença, Itália.

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