• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • João queria morrer sozinho, mas acabou por matar a filha
  • Haiti: Um terramoto de 500 anos - Paulo Moura, em Port au Prince
  • A cidade que morre quando o sol se põe

Óbito

Harold Pinter, Nobel da Literatura 2005, morreu ontem aos 78 anos

25.12.2008 - 15:06 Por PÚBLICO, Agências

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
  • 1 de 1 notícias em Cultura
O Prémio Nobel da Literatura 2005 Harold Pinter morreu ontem à noite, aos 78 anos de idade, anunciou hoje a sua mulher, Antonia Fraser, citada pelo diário britânico “The Guardian”.
Aquando do anúncio do Prémio Nobel para Pinter, a academia sueca descreveu-o como um escritor que, nas suas peças, descobre o precipício sob a conversa fútil do dia-a-dia Aquando do anúncio do Prémio Nobel para Pinter, a academia sueca descreveu-o como um escritor que, nas suas peças, descobre o precipício sob a conversa fútil do dia-a-dia (Kieran Doherty/Reuters)

Pinter era um pilar da literatura britânica e um intelectual comprometido; um poeta e dramaturgo, autor de mais de 30 peças de teatro.

O dramaturgo, que sofria de um cancro, assinou peças como "The Room", "The Birthday Party", "The Dumb Waiter" e "The Caretaker", todos traduzidos para português pela editora Relógio de Água.

Nascido em Londres a 10 de Outubro de 1930, Pinter, que começou a sua carreira como actor e escreveu a sua primeira peça em 1957, é geralmente considerado como o maior representante do teatro dramático inglês da segunda metade do século XX.

Um dos factos mais marcantes da sua vida ocorreu quando tinha apenas nove anos de idade e foi obrigado a sair de Londres por causa dos bombardeamentos da II Guerra Mundial. Só regressou três anos depois. A experiência da fuga debaixo dos bombardeamentos nunca o abandonou, confessaria mais tarde.

Pinter escreveu igualmente peças radiofónicas e guiões para cinema e televisão. Os seus filmes mais conhecidos são “The Servant” (1963), “The Accident” (1967), “The Go-Between” (1971) e "La Femme du Lieutenant Français" (1981).

Desde 1973, Pinter revelou-se também como um dedicado defensor dos direitos do homem.

Aquando do anúncio do Prémio Nobel para Pinter, a academia sueca descreveu-o como um escritor "que, nas suas peças, descobre o precipício sob a conversa fútil do dia-a-dia e força a entrada nas salas fechadas da opressão".

Harold Pinter "devolveu o teatro aos seus elementos básicos: um espaço fechado e diálogos imprevisíveis onde as pessoas estão à mercê umas das outras e em que o presente se desmorona", indicou a academia sueca.

  • 65 leitores
  • 7 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1354134

Comentário + votado

Comunicação social em Portugal

um excerto do discurso de Harold Pinter de aceitação do prémio nobel. o famoso monólogo com a nova ...

aukistuxego

27.12.2008 11:19

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.