Capital Europeia da Cultura 2012

Guimarães vai investir 30 milhões de euros na transformação da zona de Couros

23.07.2008 - 11:45 Por Lusa

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Guimarães vai ser a Capital Europeia da Cultura em 2012 Guimarães vai ser a Capital Europeia da Cultura em 2012 (Paulo Ricca (arquivo))
A transformação da antiga zona industrial de Couros, no centro da cidade, em área de extensão universitária é um dos projectos-âncora da candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012, disse fonte da autarquia minhota.

A vereadora da Cultura, Francisca Abreu, adiantou que a candidatura da "cidade-berço" envolve a transformação de Couros numa espécie de "campus" universitário em plena cidade, através do projecto "CampUrbis" desenvolvido em parceria com a Universidade do Minho. "Mais do que obras de reabilitação, o nosso projecto assenta na ideia de transformar Guimarães numa cidade de inovação, ciência e conhecimento", adiantou Francisca Abreu.

O CampUrbis, que está orçado em cerca de 30 milhões de euros e deve estar concluído em 2012, será alvo de candidaturas a fundos comunitários. Envolve uma área urbana de 10 hectares, classificada como de interesse patrimonial, devido ao seu valor arqueológico no domínio industrial, ligado ao sector dos curtumes.

A autarca frisou que a câmara sentiu-se estimulada pelo presidente do painel de selecção europeu que avalia a candidatura, o britânico Sir Bob Scott, que garantiu em Guimarães, onde esteve no fim-de-semana, que a "cidade-berço" vai ser nomeada a 5 Novembro como Capital Europeia da Cultura em 2012.

Em declarações por telefone, Bob Scott afirmou que "Guimarães não deve esperar pelo anúncio oficial, mas começar já a trabalhar", aconselhando a candidatura vimaranense a levar consigo a Bruxelas a equipa que vai dirigir o projecto.

Projectos para o CampUrbis
Francisca Abreu adiantou que entre os projectos já calendarizados para o "CampUrbis" consta o de uma Bienal de Design, que arranca este ano, de forma a poder adquirir consistência até 2012, e a instalação de um Instituto de Design Aplicado, que envolverá instituições de ensino e empresas.

A autarca acrescentou que foi já aberto concurso público para um Centro de Ciência Viva, a localizar numa das antigas fábricas, e que, embora integrado na rede nacional, estará vocacionado para a área dos materiais e sua transformação em produtos de uso quotidiano.

No antigo mercado municipal será instalada uma Casa da Memória, uma espécie de museu da vida da "cidade-berço", que recorrerá às novas tecnologias.

A Universidade do Minho vai também instalar um centro de formação avançada, cursos de especialização tecnológica, uma Casa da Ciência e um centro de incubação de empresas com ligação ao Avepark, o Parque de Ciência e Tecnologia instalado nas Caldas das Taipas.

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