Regressou a controvérsia à série animada “South Park”. Desta vez, foi um post no site oficial de um grupo islâmico de Nova Iorque, o Revolution Muslim, que provocou a polémica. Publicado na terça-feira, o post referia-se a um dos mais recentes episódios da série, exibido nos EUA. No episódio 200 da 14ª temporada, o profeta Maomé aparece vestido de urso. A religião islâmica considera uma blasfémia mostrar a imagem de Maomé.
A mensagem do site ameaçava os criadores da série, Trey Parker e Matt Stone, dizendo que “o que fizeram é estúpido e provavelmente acabarão como Theo Van Gogh, por emitir o programa”. O realizador de cinema holandês Theo Van Gogh, autor de um filme sobre o tratamento dado às mulheres muçulmanas, foi assassinado em 2004 por um muçulmano de origem marroquina.
Segundo a BBC, o post estava acompanhado de uma fotografia de Theo Van Gogh e dava as moradas da produtora da série na Califórnia e do Comedy Central, em Nova Iorque, o canal que transmite “South Park”. Neste momento, o site não se encontra activo.
Questionado pela Reuters, Younus Abdullah Muhammad, de 30 anos, líder do grupo, comentou: “Como é que pode ser uma ameaça? Mostrar um caso que ocorreu com outra pessoa que se comportou de maneira muito parecida? É apenas uma evidência”. Muhammad, que disse não estar preocupado que a declaração possa provocar uma agressão a Parker ou Stone, acrescentou ainda: “Não digo a ninguém ‘vão a casa deles e sejam violentos’”. Na mesma conversa, o líder descreveu o seu grupo como um meio de comunicação alternativo, actualizado por vinte pessoas que também fazem leituras nas mesquitas. “Por que é que alguém que está a planear cometer um acto violento precisaria de um post no RevolutionMuslim.com?”, disse.
No episódio seguinte de “South Park”, as referências a Maomé foram tapadas com uma faixa dizendo “CENSORED” (censurado).
O porta-voz do Comedy Central já disse que a empresa não faz comentários sobre este assunto.



