Uma exposição com obras de Bartolomeu Cid dos Santos (1931-2008) e outra, em sua homenagem, com obras de cinco artistas, são inauguradas sexta-feira no Centro de Arte Manuel de Brito (CAMB), instalado no Palácio Anjos, em Algés.
As duas exposições integram-se numa filosofia da programação do espaço que visa divulgar os artistas mais representativos ou mais emblemáticos da Colecção Manuel de Brito, galerista que acompanhou várias gerações de criadores portugueses e adquiriu-lhes centenas de obras.
Esta nova exposição, segundo o CAMB, “tem particular simbolismo, atendendo à ligação que o artista Bartolomeu Cid dos Santos tinha ao Palácio Anjos, por ter sido este o local onde viveu a sua infância e onde aprendeu a desenhar”.
Nesta exposição é apresentada sobretudo gravura, produzida pelo artista a partir da década de 50, enquanto na exposição intitulada “Going South”, foram reunidos trabalhos de fotografia e escultura desenvolvidos por cinco artistas contemporâneos que lhe prestam tributo: John Aiken, Miguel Martinho, Ana João Romana, Samuel Rama e Valter Vinagre.
Artista destacado na gravura em Portugal, Bartolomeu Cid dos Santos estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e em Londres, na Slade School of Fine Art, onde viria a ser professor.
Em Lisboa, teve a primeira exposição em 1940, seguindo-se dezenas de outras mostras, individuais e colectivas, em cidades como Porto, Braga, Roterdão, Oxford, Tóquio, Paris, Antuérpia, Cidade do México, Bona, Luxemburgo, Macau, Lahore e Rabat.
Em 1989, uma retrospectiva da obra de Cid dos Santos, considerado um dos maiores artistas portugueses do século XX, foi apresentada no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.
Está representado em vários museus de referência, desde o British Museum, em Londres, ao MOMA de Nova Iorque e, em Portugal, na Colecção da Caixa Geral de Depósitos, entre outras.
Nas obras de arte pública destacam-se a decoração das gares do caminho-de-ferro de Entrecampos, do Pragal, da Reboleira e da estação de Neombashi, em Tóquio.
Da autoria do encenador, dramaturgo e realizador Jorge Silva Melo, o documentário “Bartolomeu Cid dos Santos - Por Terras Devastadas”, conquistou em 2009 o prémio de Melhor Filme Português na competição de Filmes sobre Arte do Festival Temps d’Images, que decorreu em Lisboa.
As duas exposições são inauguradas às 18h30.



