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Orquestra Nacional do Porto abre a noite com Chostakovitch, Strauss e Ravel

GNR estreiam-se na Casa da Música em formato best of e com entrada gratuita

23.06.2009 - 09:03

Rui Reininho ainda se lembra das festas de S. João em que havia matraquilhos na Praça de Mouzinho de Albuquerque - que agora está fora do circuito tradicional - e em que fazer concertos era uma ideia extravagante. "Era quase como a noite de Natal, um fiasco garantido. Felizmente, as coisas mudaram muito e as casas de referência abriram-se à cidade", assinalou o músico, em conversa com jornalistas.
Os GNR vão tocar pela primeira vez na Casa da Música Os GNR vão tocar pela primeira vez na Casa da Música (PÚBLICO)

Na Casa da Música (CdM), noite de S. João é noite de concertos gratuitos, e este ano também de estreia para os GNR. Porém, para o vocalista, o facto não é absoluto, porque a banda vai ficar "à porta", no palco montado na praça. "Daqui a um ano, podemos estrear-nos outra vez", gracejou. O duplo concerto de hoje - Orquestra Nacional do Porto (ONP) às 22h, GNR depois das 24h - assinala igualmente o início da programação de Verão da CdM, que se estende até 2 de Agosto, e em que participam nomes como Chico Pinheiro e Brad Mehldau, Konono n.º 1 ou Mário Laginha e Bernardo Sassetti.

O ambiente é de festa e por isso não são de esperar grandes novidades no alinhamento a apresentar pela banda. "As pessoas gostam de ouvir o que conhecem. Vamos abordar o nosso percurso desde o início até agora", assegurou Toli César Machado, o fundador sobrevivente do trio. No final do espectáculo, nem é de estranhar que encontremos Rui Reininho e os seus comparsas a gozar a noite: "Com a minha provecta idade, lembro-me de ser uma noite solesticial. É uma noite libertária, para fugir à família, fazer a primeira directa. Para nós só é pior porque nos fartamos de levar no coco."

Antes dos GNR, a ONP apresenta um programa festivo e acessível, que inclui composições de Dimitri Chostakovitch (Galope de hipoteticamente assassinado), Eduard Strauss (polkas Bahn frei e Ohne Bremse) e Maurice Ravel (Une barque sur l'ocean). O elemento agregador é que todas se referem a meios de transporte.

À meia-noite, há fogo-de-artifício "simbólico": "Estamos em tempo de crise, não de gastar dinheiro. Mas acho que esta noite sem um cheirinho de fogo-de-artifício seria decepcionante", diz o director artístico da CdM. Pela noite fora, a música (gravada) vai continuar a sair das colunas e os bares vão manter-se abertos.

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