O tradicional mercado marroquino (souk), a música, a arte e os sabores da cultura islâmica voltam a "invadir" as ruas de Mértola no 3º Festival Islâmico, que decorre de hoje a domingo.
A iniciativa do município, com edição bienal, relembra a Martulah (antiga designação árabe de Mértola) de outros tempos, ao explorar a herança islâmica da vila alentejana e as ligações com o Norte de África. Música, gastronomia, artesanato, exposições, colóquios e a azáfama do tradicional mercado de rua souk voltam a ser apostas fortes do festival, que, este ano, espera receber entre 40 a 50 mil visitantes.
Da Letra ao Gesto, uma colectiva de seis pintores de Marraquexe, Síria e As Ilhas Redescobertas do Golfo da Guiné e Chefchaouen são os títulos das exposições abertas ao público a partir de hoje.
A música será também uma constante no festival, com a animação permanente do souk por um grupo folclórico de Marrocos. A banda sonora das noites vai oferecer uma mistura de sons de raiz árabe-andaluz e cante alentejano com os concertos da argelina Hasna El Becharia (hoje), Oojami (20), Majid Bekkas e Nour-Eddine (dia 21) e os Grupos Guadiana de Mértola e Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho (dia 22).
O programa inclui também espaços de debate com uma mesa-redonda sobre O islão nos nossos tempos e os colóquios A falcoaria no islão e Dois geólogos perante a História: Ignácio Olague e Oliveira Martins - Construção de um método de leitura. Um concurso de fotografia, um encontro sobre culinária marroquina, passeios de barco no Guadiana, um atelier de caligrafia árabe e espectáculos de música e poesia árabo-andaluza são outras actividades programadas.



