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Na Amadora

Festival Internacional da Amadora cumpre vinte anos a divulgar banda desenhada

22.10.2009 - 15:56 Por Lusa

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O festival acontece na Amadora há já vinte anos O festival acontece na Amadora há já vinte anos (Pedro Melim (arquivo))
A ceia final das histórias de Astérix e os primeiros desenhos de Mónica e Cebolinha vão ser recriados a partir de sexta-feira no Amadora BD, o Festival Internacional de Banda Desenhada, que celebra vinte anos.

No Fórum Luís de Camões, na Brandoa, dão-se os retoques finais na montagem das várias exposições, de autores portugueses e estrangeiros que marcarão presença este ano no festival.

Entre eles está o autor brasileiro Maurício de Sousa, a celebrar 50 anos de carreira, que estará na Amadora para mostrar, pela primeira vez em Portugal, os primeiros desenhos da Turma da Mónica, numa sala dominada por uma versão gigante do coelho da menina rebelde.

Em destaque estarão ainda os irredutíveis Astérix e Obélix, que contam já meio século de vida, e que na Amadora serão recordados com uma recriação da ceia que encerra todos os álbuns de Uderzo e Goschinny, incluindo o famoso menir e o desafinado bardo.

À vigésima edição, a organização do festival pretende “dar um panorama do que aconteceu no país em termos editoriais, que livros foram editados e que autores passaram à ribalta nestes vinte anos”, disse à Lusa o director do Amadora BD, Nelson Dona.

Até 8 de Novembro, no festival será possível ver alguns dos originais que integram a colecção do Centro Nacional de Banda Desenhada da Amadora, recordar Adolfo Simões Müller e Vasco Granja e espreitar a mais recente produção de BD da Polónia.

Além de Maurício de Sousa, na Amadora vão estar ainda, para contacto com o público e para as concorridas sessões de autógrafos, nomes como Cameron Stewart, David Lloyd, Carlos Sampayo, Achdé e C.B. Cebulski.

O autor francês Emmanuel Lepage, premiado na Amadora em 2008 pelo álbum “Muchacho”, estará na Amadora com uma exposição de originais.

“Não era muito conhecido em Portugal, mas a exposição traz originais absolutamente deslumbrantes”, elogiou Nelson Dona.

Este ano, destaque ainda para a forte presença portuguesa, quer em exposições quer em lançamentos editoriais.

A par dos veteranos José Ruy e José Garcês, estão previstas exposições dedicadas a Rui Lacas, responsável este ano pela imagem do festival, a António Jorge Gonçalves, por conta do álbum “Rei” em parceria com Rui Zink, ou Osvaldo Medina, autor dos desenhos dos álbuns” Fórmula da Felicidade” e “Mucha”. Este último, com argumento do escritor David Soares e edição da Kingpin Books, será apresentado no sábado no festival.

Ricardo Cabral apresentará “Israel - Sketchbook”, Filipe Pina e Filipe Andrade mostram “BRK” e o músico Filipe Melo revelará, em pré-publicação, a banda desenhada “As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy!”, que só sairá em 2010.

O trabalho da editora Planeta Tangerina é revelado numa exposição com ilustrações de Bernardo Carvalho, Yara Kono e Madalena Matoso, distinguida em 2008 na Amadora com o prémio de melhor álbum infantil.

Para Nelson Dona, o festival de BD da Amadora é mais do que um somatório de várias exposições, “é um ponto de encontro dos autores do mundo inteiro e do público”, com cerca de trinta mil pessoas a marcarem presença todos os anos no evento.

Em ano de comemoração de vinte décadas e de reflexão sobre o posicionamento do evento, a organização mudou a imagem e o nome do festival, passando de FIBDA (Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora) para Amadora BD.

“A banda desenhada na Amadora é muito mais do que estes quinze dias. A Amadora enquanto cidade beneficia da divulgação da banda desenhada, que funciona como embaixadora” da localidade, defendeu Nelson Dona. “Nos próximos vinte anos teremos muito mais trabalho pela frente”, concluiu.

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