Na Mesquita de Lisboa

Feira do Livro Islâmico começa hoje em Lisboa

21.10.2005 - 09:56 Por Anabela Mendes, PÚBLICO

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Começa hoje na Mesquita de Lisboa, ao Bairro Azul, a 12.ª Feira do Livro Islâmico, organizada pela editora Al Furquán, que apresenta cerca de 200 títulos em português, sete dos quais acabados de lançar no mercado.

Segundo Yossuf Adagmy, proprietário da editora, a feira tem vindo, de ano para ano, a ser visitada cada vez mais por não muçulmanos, curiosos de saberem mais sobre a cultura islâmica e até para encontrar explicações para os vários conflitos que se têm vindo a registar na zona do Golfo.

"O número de não muçulmanos já ultrapassa mesmo o de muçulmanos. No ano passado vendemos cerca de mil livros, a membros da comunidade islâmica, alguns vindos de propósito de vários pontos do país, mas, no essencial, os compradores foram curiosos, estudantes, professores, jornalistas e até advogados e juízes. Chegámos mesmo a ter visitantes da Madeira e dos Açores, que se deslocaram de propósito a Lisboa para visitar a feira", explica o editor.

O certame, que se realiza sempre nos últimos dias do Ramadão, apresenta livros a preços muito baixos, que vão de 1,5 euros até ao máximo de dez euros, para além de outras curiosidades, como relógios despertadores em forma de mesquita, o Alcorão em CD ou posters e quadros de locais sagrados.

Yossuf Adagmy é o autor e tradutor de grande parte dos títulos à venda, mas também se encontram livros do Brasil e de Moçambique, por exemplo. Mas a obra de referência e a mais procurada nos últimos anos, segundo o organizador, é A Bíblia, o Alcorão e a Ciência, do biólogo francês Maurice Bucaille.

E se estes livros são pouco vistos nas livrarias, o editor garante que não é por falta de solicitações, mas sim porque uma "péssima experiência" com algumas distribuidoras o levam a querer evitar novas situações desagradáveis. Actualmente, responde a alguns pedidos através de encomenda postal, mas sempre em número muito reduzido.

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Assim é que deve ser!

Haja respeito pela diferença e pela pluralidade.

Mário Rebelo

21.10.2005 10:31

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