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Depois de mais de um mês de polémica

Feira do Livro: acordo entre editores pode concretizar-se hoje ainda

16.05.2008 - 17:12 Por Ana Henriques

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A APEL mostrou hoje alguma abertura nas negociações, o mesmo tendo acontecido com o grupo Leya A APEL mostrou hoje alguma abertura nas negociações, o mesmo tendo acontecido com o grupo Leya (Adriano Miranda (arquivo))
O acordo entre editores para a realização da Feira do Livro de Lisboa pode concretizar-se hoje ainda, depois de mais de um mês de polémica sobre o formato dos pavilhões a utilizar.

Em causa está a pretensão do grupo Leya de utilizar “stands” de um modelo diferente das tradicionais barraquinhas, uma opção autorizada pela Câmara de Lisboa mas vetada pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), entidade organizadora do evento.

Ao contrário que tinha feito até aqui, a APEL mostrou hoje alguma abertura nas negociações que estão a decorrer, o mesmo tendo acontecido com o grupo Leya, de Pais do Amaral, que é neste momento o maior grupo editorial português. D. Quixote, Caminho, Asa e Texto são algumas das editoras do grupo, que tem no seu catálogo alguns dos maiores escritores contemporâneos portugueses, como Lobo Antunes, Saramago e Lídia Jorge.

Segundo a APEL, caso a suspensão da montagem da feira não seja levantada hoje ainda pela Câmara de Lisboa dificilmente o evento poderá arrancar no dia 21, como estava previsto.

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