Largas centenas de fãs de Michael Jackson estão a juntar-se em redor da estrela que homenageia o músico no Passeio da Fama de Hollywood (Hollywood Boulevard). Muitos choram, enquanto depositam flores ou colocam velas acesas no chão. Alguns deixam também cartas endereçadas à família de Jackson, e outros prestam tributo ao artista deixando no chão os seus “headphones” sugerindo que, desaparecido Jackson, não há mais ninguém que valha a pena ouvir.
A alguma distância, no mesmo Passeio da Fama, uma pequena multidão vai também deixando flores e velas junto a uma outra estrela gravada no chão. Só que esta última presta tributo a um homónimo da estrela pop, um popular comentador radiofónico, reformado há alguns anos. Os fãs do cantor já foram avisados de que se enganaram na estrela, mas não querem saber. O homem chamava-se Michael Jackson e isso basta.
O próprio visado, um inglês que se radicou na Califórnia em 1958 e fez sucesso na rádio, não se mostra nada incomodado com a troca, nem com o facto de ver tanta gente a chorar, um tanto precipitadamente, a sua morte. “Tenho muito gosto em emprestar-lhe a estrela”, diz o “outro” Michael Jackson, “e se isso pudesse trazê-lo da volta, oferecia-lha de bom grado”. Acrescentando que o seu homónimo foi “uma verdadeira estrela”, o homem da rádio enumera o clube restrito de ícones da música popular a que acha que o cantor pertenceu: “Sinatra, Presley, The Beatles e Michael Jackson”.
Se os fãs de Jackson que habitam em Los Angeles se estão a concentrar no Passeio da Fama, em muitas outras cidades dos Estados Unidos há gente que se vai juntando para chorar a morte do cantor. Em Nova Iorque, muitos estão reunidos em Times Square, onde um ecrã gigante vai passando as últimas notícias sobre as causas da sua morte, alternando-as com retrospectivas da carreira do músico. As televisões e rádios de todo o mundo, da Europa ao Extremo-Oriente estão a lembrar a carreira de Michael Jackson e a passar a sua música.


